A Justiça determinou a volta à prisão de réus investigados por integrar um esquema de agiotagem em Franca. A decisão foi tomada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e publicada nesta terça-feira, 7, após recurso do Ministério Público.
Os investigados haviam sido soltos em dezembro de 2025 por decisão da 3ª Vara Criminal da cidade, mas o Ministério Público recorreu, alegando que a medida colocou em risco a ordem pública e o andamento do processo.
O Tribunal acolheu o pedido e determinou a expedição de mandados de prisão contra os acusados. Um dos homens, Antônio Henrique Pimenta, já está foragido por participar de uma cobrança na casa de uma mulher que foi agredida.
Os 15 réus são investigados por participação em uma quadrilha de agiotagem que, segundo as investigações, movimentou milhões de reais na região de Franca.
De acordo com o Ministério Público, o grupo emprestava dinheiro a juros abusivos e utilizava ameaças e violência para cobrar as dívidas.
As investigações começaram a partir da chamada Operação Castelo de Areia, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e apontaram que a organização atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os integrantes.
Quem são os réus?
Segundo o processo, são alvos da decisão:
- Rogério Alves dos Santos
- Thiago Giacomini Cravo
- Alex Alves dos Santos
- Alex Sander Henrique da Silva
- Patrick da Silva Delgado
- Willian Fernando Alves do Nascimento
- Wescley Mateus Carlos da Costa
- Carlos Roberto de Souza
- Bruno Ricardo de Matos Souto
- Antônio Henrique Pimenta Mathias
- Matheus Carrijo Machado
- Leonardo Carrijo Machado
- Renata Alves dos Santos
- Pamela dos Santos
- Maria Eduarda Teixeira de Almeida
Por que foram soltos?
Em dezembro do ano passado, a Justiça concedeu liberdade provisória aos réus, com medidas cautelares como comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato entre eles e restrição de saída da comarca.
A decisão também cancelou uma audiência que estava marcada para o caso.
Ao analisar o recurso, o Tribunal entendeu que há indícios de que os investigados continuariam oferecendo risco, principalmente pela possibilidade de continuidade das atividades criminosas e de intimidação de vítimas e testemunhas.
O acórdão também cita elementos como interceptações telefônicas e registros que indicam o uso de violência e ameaças, o que reforçou a necessidade da prisão preventiva.
O processo segue em andamento e está sob segredo de justiça. Os réus devem permanecer presos enquanto a ação penal continua sendo analisada.
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