PROFESSORES

Greve paralisa 3 escolas estaduais e afeta outras 14 em Franca

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Pedro Dartibale/GCN
Sala de aula vazia por conta da paralisação em Franca
Sala de aula vazia por conta da paralisação em Franca

A greve de professores da rede estadual convocada pela Apeoesp atinge escolas em todo o estado de São Paulo nesta quinta-feira, 9, e sexta-feira, 10, incluindo Franca. A paralisação foi organizada para pressionar o Governo do Estado por reajuste salarial, valorização profissional e mudanças em políticas educacionais, com impacto direto no funcionamento de diversas unidades de ensino.

Paralisação em Franca

Em Franca, a adesão nessa quinta-feira, 9, variou entre escolas com paralisação total, parcial e elevada. Confira o balanço divulgado pela Apeoesp:

100% paralisadas

  • "Vicente Minicucci"
  • "João de Faria"
  • "Roberto Scarabucci"

90% de adesão:

  • "Luis Paride"

Parcial:

  • "Celso Toledo"
  • Cede
  • "Hélio Palermo"
  • "Homero Alves"
  • "Isaac Vilela"
  • "João Marciano"
  • "Jorge Faleiros"
  • "Laura de Melo"
  • "Maciel de Castro"
  • "Maria Pia"
  • "Mario D'Elia"
  • "Odette Bueno"
  • "Stella da Matta"

Assembleia estadual

A mobilização prevê ainda uma assembleia estadual nesta sexta-feira, às 16h, no Masp, na capital paulista, onde a categoria deve decidir sobre a continuidade do movimento. O chamado da Apeoesp foi direcionado a professores, estudantes, pais e à população, com orientação do sindicato para que os alunos não compareçam às escolas durante os dias de greve.

Segundo a Apeoesp, a paralisação é uma resposta ao que classifica como “autoritarismo” na condução das políticas educacionais. Entre as principais reivindicações, estão o pagamento de valores retroativos do período da pandemia, a aplicação do tempo de serviço descongelado e a garantia de professores em todas as salas de aula.

A categoria também cobra reajuste salarial linear nos mesmos moldes concedidos a policiais e a revisão da jornada de trabalho conforme o piso nacional. Outro ponto criticado é o modelo de avaliação de desempenho, considerado “injusto e punitivo”.

De acordo com levantamento da Apeoesp, há uma defasagem salarial significativa. Em 2006, o salário base de um professor em início de carreira equivalia a cinco salários mínimos. Atualmente, essa proporção caiu para cerca de 3,4 salários mínimos. Segundo o sindicato, se a equivalência fosse mantida, o salário base deveria ser de R$ 7.910, cerca de R$ 2.410 a mais do que o valor atual.

A pauta inclui ainda a retirada da reforma administrativa da educação, abertura de turmas no período noturno, melhorias na educação inclusiva e mais segurança nas escolas. Professores também reivindicam a devolução de descontos aplicados a aposentados e pensionistas.

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