O estupro coletivo de uma menina de 12 anos, em São José dos Campos, foi gravado pelos agressores e os vídeos foram postados nas redes sociais. É o que aponta a denúncia, investigada pela Polícia Civil. Seis homens -- entre adolescentes e adultos -- participaram da violência.
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Vídeos que mostram o estupro coletivo passaram a circular em redes sociais e são alvo de investigação da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O material foi anexado à denúncia.
Veja o que diz a menina de 12 anos
De acordo com a o boletim de ocorrência, a denúncia foi feita pela mãe da vítima, que compareceu à delegacia acompanhada de uma testemunha no último dia 6 de abril. O crime teria ocorrido em 22 de março, no bairro Galo Branco, na região leste da cidade.
Segundo o relato, a menina estava em uma pista de skate do bairro com uma amiga quando passou a interagir com um grupo de jovens. Um dos suspeitos teria oferecido bebida alcoólica à vítima, que ficou embriagada e apresentou lapsos de memória.
A partir desse momento, conforme o registro policial, a adolescente foi levada até uma residência próxima, onde os abusos teriam ocorrido enquanto ela estava desacordada ou incapaz de reagir. A vítima relatou não se lembrar dos acontecimentos após chegar ao local.
Vídeos e provas
Ainda conforme o boletim, os abusos teriam sido registrados em vídeo e divulgados no Instagram, na aba "Melhores Amigos". Parte desse material já foi reunida por testemunhas, incluindo gravações de tela, imagens e conversas, e entregue à polícia.
Nos registros analisados, a vítima aparece desacordada, sendo exposta e tocada por outras pessoas. Há ainda relatos da existência de um vídeo mais amplo, que mostraria a participação de até seis indivíduos.
Testemunhas também indicaram possíveis envolvidos, incluindo adolescentes e adultos, cujas identidades estão sendo apuradas pela polícia.
Investigação em andamento
Após os fatos, a menina foi abandonada em uma praça, onde foi encontrada em estado de embriaguez, desorientada e passando mal. O caso segue sob sigilo por envolver uma menor de idade.
A Polícia Civil informou que já solicitou exames periciais ao IML (Instituto Médico Legal) e trabalha na identificação dos suspeitos, além da análise do material coletado.
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