SÃO JOSÉ

Fracassa primeira tentativa de concessão do parque Augusto Ruschi

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Claudio Vieira/PMSJC
Apenas uma empresa apresentou proposta, mas em valor superior ao máximo previsto no edital; Prefeitura de São José busca concessão, por 20 anos, do antigo Horto Florestal, que está fechado desde 2020
Apenas uma empresa apresentou proposta, mas em valor superior ao máximo previsto no edital; Prefeitura de São José busca concessão, por 20 anos, do antigo Horto Florestal, que está fechado desde 2020

Fracassou a concorrência pública aberta pela Prefeitura de São José dos Campos para a concessão do Parque Natural Municipal Augusto Ruschi, que fica no Costinha, na região norte da cidade.

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A abertura dos envelopes foi realizada na manhã dessa quarta-feira (8). Apenas uma empresa - a AGHF Engenharia, de Barueri (SP) - apresentou proposta, mas em valor superior ao máximo previsto no edital. Com isso, a AGHF foi desclassificada e a concorrência foi declarada fracassada.

Pelo edital, a Prefeitura aceitaria pagar até R$ 7,999 milhões ao longo de 20 anos de concessão, divididos em contraprestações mensais de até R$ 33,3 mil. No entanto, a proposta da empresa foi de R$ 33,36 milhões, o que exigiria aportes mensais do município de R$ 139 mil.

Prefeitura.

Questionada pela reportagem sobre o fracasso da concorrência, a Prefeitura alegou que "é comum e esperado que as licitações dos projetos de concessões e PPPs [Parcerias Público-Privadas] sejam publicadas mais de uma vez, com eventuais pequenos ajustes em cada publicação".

"Como política da Prefeitura, o primeiro edital sempre é da melhor modelagem possível para o interesse público. Ou seja, o município busca sempre a melhor prestação de serviço pagando o menor valor justo. Trata-se de um modelo inédito no país de PPP de parque natural. Todas as outras concessões de parques naturais preveem cobrança de ingresso, e em nosso projeto a entrada no parque é gratuita".

A Prefeitura afirmou ainda que "vai avaliar os motivos da desclassificação da licitante para propor eventuais alterações para o próximo certame".

Concessão.

Segundo o edital, a concessão teria prazo de 20 anos. Nos primeiros dois anos, a empresa vencedora da licitação teria que investir R$ 5,5 milhões para implantar serviços relacionados a atividades de lazer, esporte, cultura e, principalmente, turismo ecológico.

A Prefeitura gasta R$ 840 mil por ano com a manutenção do espaço. Caso a concessão tivesse sido concretizada, a expectativa era reduzir essa despesa para R$ 400 mil, o que permitiria economia de R$ 8,8 milhões ao longo dos 20 anos.

Localizado às margens da Estrada Municipal Antônio Ferreira da Silva, o antigo Horto Florestal está fechado para visitação desde 2020. A concessão previa a reabertura do parque, com entrada gratuita e disponibilização de guias e monitores para orientação e acompanhamento.

Parque.

O projeto de concessão contemplava a criação de um Centro de Exposições, destinado à apresentação interativa de conteúdos sobre a fauna e a flora.

O parque tem 243 hectares – correspondente a cerca de 170 campos de futebol – e é uma reserva de mata atlântica, com 196 espécies de plantas e 244 de animais, entre aves (136), répteis (51), mamíferos (34) e anfíbios (23).

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