Um jovem de 20 anos morreu em Areias, na noite de segunda-feira (7), durante intervenção policial na rua São Pedro, no Morro do Rocio. Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, ele teria apontado um revólver contra a equipe durante uma operação montada após denúncias sobre tráfico de drogas, tentativas de homicídio, homicídio e ameaça contra policial militar.
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O boletim identifica a vítima como Gabriel Hadryan da Silva Coelho, 20 anos. A ocorrência foi registrada como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
De acordo com o relato policial, a operação começou depois de denúncias anônimas que apontavam atuação criminosa no Morro do Rocio, com referência a tráfico, ameaças e crimes violentos.
Segundo a PM, a Força Tática posicionou uma viatura antes do portal da cidade e outra equipe avançou a pé, por dentro da mata, para tentar surpreender suspeitos. No registro, os policiais afirmam que ouviram conversas sobre armas e drogas e, quando a viatura iniciou a subida do morro, perceberam três pessoas correndo pelo mato.
Jovem teria apontado revólver
Ainda conforme a narrativa do boletim, Gabriel surgiu com um revólver calibre .38 e uma mochila nas costas, recebeu ordem para largar a arma, mas teria apontado o armamento para os agentes. Foi nesse momento que houve disparos de policiais.
O boletim informa a apreensão de um revólver Taurus calibre .38, um revólver Smith Wess calibre .32, uma pistola Taurus, três carregadores de munição, celular Samsung, munições de calibres .38 e .22 e diferentes porções de entorpecentes. Entre as drogas, o registro cita cocaína, crack e maconha, incluindo um tijolo de maconha com quase 700 gramas.
A perícia também recolheu projéteis e lacrou o material apreendido. O resgate foi acionado, socorreu o jovem e o levou à Santa Casa de Areias, mas ele não resistiu. O local permaneceu preservado para os exames periciais. A ocorrência foi formalizada no plantão de Queluz, com apreciação posterior do delegado titular.
Denúncias de ameaças contra PM
A morte também entrou no radar da investigação por causa do contexto apresentado no próprio boletim. A PM afirma que as denúncias mencionavam ameaça contra a vida de um cabo da corporação e associação do ponto com tráfico e homicídios.
Esse pano de fundo pode influenciar o rumo do inquérito, embora a apuração formal ainda dependa da perícia, dos laudos e da análise das circunstâncias completas da ação.
Como em toda ocorrência desse tipo, a versão apresentada pelos policiais precisa ser confrontada com os laudos do Instituto de Criminalística, a necropsia, os exames residuográficos e a análise do armamento apreendido.
O registro policial já descreve autoria conhecida da intervenção, preservação da cena e apreensão de armas e drogas, mas a conclusão definitiva depende do avanço formal das investigações e do exame técnico de todos os vestígios.
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