As operações de fiscalização de trânsito em Campinas realizaram 4.172 testes com bafômetro apenas no mês de março, dentro de uma estratégia para reduzir acidentes relacionados ao consumo de álcool.
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As ações foram conduzidas pela Emdec, em conjunto com a Guarda Municipal e a Polícia Militar, somando 21 operações integradas no período, sendo oito focadas diretamente no combate à alcoolemia.
Durante as abordagens, foram registradas 152 autuações, sendo a grande maioria por recusa ao teste do bafômetro: 148 casos. Apenas quatro motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool.
Entre os casos positivos, um deles foi enquadrado como crime de trânsito, com medição de 0,76 mg/L de álcool, acima do limite legal.
Os dados também mostram um perfil predominante: homens representaram 85% das recusas, enquanto mulheres responderam por cerca de 15%.
Outro ponto que chama atenção é o crescimento desse tipo de infração. O número de recusas aumentou 72% em relação a fevereiro, quando foram registrados 86 casos.
Álcool é principal risco
Dados da Emdec indicam que o consumo de álcool ao volante é o principal fator associado a mortes no trânsito em Campinas, superando até mesmo o excesso de velocidade.
Entre os casos analisados em 2025, 35% das mortes tiveram relação com a combinação de álcool e direção.
Recusar o teste do bafômetro ou dirigir sob efeito de álcool é considerado infração gravíssima. A multa pode chegar a R$ 2.934,70, com suspensão da CNH por 12 meses.
Quando o índice de álcool ultrapassa 0,34 mg/L, o caso passa a ser tratado como crime de trânsito, com possibilidade de detenção.
Motocicletas concentram irregularidades
As operações também identificaram 987 condutas de risco no trânsito, sendo que 52,6% envolveram motocicletas.
Ao todo, 203 veículos foram removidos ao pátio, e quase dois terços deles eram motos.
Entre as irregularidades, houve casos de veículos com alto valor em débitos e problemas estruturais, como escapamentos fora do padrão.
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