A região de Franca receberá cinco novas Salas DDM (Delegacias de Defesa da Mulher) neste ano, como parte de um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira, 30, pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A iniciativa integra a política estadual de enfrentamento à violência contra a mulher e prevê a ampliação da rede de proteção com 69 novas unidades em todo o estado de São Paulo.
As novas estruturas serão instaladas em delegacias já existentes, o que permite rápida implementação e aproveitamento da estrutura pública. Na região, as cidades contempladas são Cristais Paulista, Orlândia, Patrocínio Paulista, Rifaina e Sales Oliveira.
As Salas DDM são espaços dentro da Polícia Civil preparados para oferecer atendimento especializado, humanizado e reservado a mulheres vítimas de violência. O modelo amplia o acesso ao serviço, garantindo mais agilidade no acolhimento no interior.
Além do registro de ocorrências, as unidades oferecem escuta qualificada, orientação sobre medidas protetivas e encaminhamento para a rede de apoio. A proposta é fortalecer a resposta institucional e reduzir barreiras de acesso, principalmente em municípios de menor porte.
A previsão do Governo do Estado é que todas as unidades sejam entregues ao longo do próximo quadrimestre.
Reforço na estrutura das delegacias
Além da criação das novas salas, o Governo de São Paulo publicou, nesta terça-feira, um decreto que amplia a estrutura das DDMs no estado, com a reclassificação de nove unidades.
Foram elevadas para 1ª classe as delegacias de Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Ribeirão Pires e Valinhos. Já as unidades de Jaboticabal, Bastos, Monte Aprazível, Jacupiranga e Pereira Barreto passaram para a 2ª classe.
A reclassificação considera critérios como volume de atendimentos e população atendida, permitindo adequar a estrutura das delegacias à demanda real de cada região. Na prática, a medida possibilita ampliar equipes, melhorar a infraestrutura e dar mais agilidade ao atendimento.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a mudança deve aumentar a capacidade de resposta das unidades, inclusive na solicitação de medidas protetivas, reduzindo o tempo de atendimento e ampliando a efetividade na proteção das vítimas.
A coordenadora estadual das DDMs, Cristiane Braga, destacou que a iniciativa contribui para um atendimento mais qualificado e humanizado, especialmente em casos de violência doméstica e familiar.
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