A Unicamp lançou uma nova iniciativa voltada ao enfrentamento de situações de violência e assédio dentro da comunidade acadêmica. A campanha permanente “Viver a Unicamp” foi apresentada oficialmente nesta segunda-feira (30) e tem como objetivo fortalecer uma cultura baseada no respeito e no diálogo.
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A proposta busca sensibilizar estudantes, professores e funcionários sobre diferentes formas de violência, além de ampliar os canais de acolhimento e denúncia disponíveis na instituição.
Durante o lançamento, o reitor Paulo Cesar Montagner destacou o caráter contínuo da iniciativa.
“A ideia de uma campanha perene é justamente para que ela possa ser algo em que todos se sintam engajados na busca por um ambiente colaborativo, tentando promover mais relações de afeto e de respeito no trabalho”, afirmou.
Ele acrescentou que a proposta reforça o compromisso da universidade com um ambiente seguro sem abrir mão da excelência acadêmica. “Vivemos em uma universidade que busca ser, cada vez mais, relevante em todos os ambientes, e a campanha chega para mostrar que é possível mantermos essa excelência com respeito e tolerância, sem perder o nosso DNA”, completou.
A campanha aposta em uma comunicação acessível para abordar temas como assédio moral e sexual, racismo, importunação sexual e outras formas de violência. O conteúdo será disponibilizado em um site próprio, que reúne explicações, orientações legais e informações sobre os serviços de apoio.
Entre os conceitos tratados estão situações de consentimento, transfobia, capacitismo, etarismo e xenofobia, com detalhamento sobre como identificar e agir diante desses casos.
A iniciativa também reforça a estrutura de atendimento da universidade. Entre os serviços disponíveis estão:
- Divisão de Psicologia do Trabalho, para casos de assédio moral;
- Câmara de Mediação, voltada à resolução de conflitos;
- Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS);
- Serviço de Acolhimento e Encaminhamento de Denúncias de Racismo (SAER);
- Secretaria de Vivência nos Campi, com atendimento 24 horas.
Além disso, a comunidade pode utilizar o aplicativo de emergência da universidade, que permite o envio da localização em situações de risco.
A campanha foi desenvolvida por um grupo de trabalho com 28 integrantes, entre servidores e representantes de coletivos e órgãos institucionais. Materiais como cartazes e conteúdos digitais serão distribuídos nos campi para ampliar o alcance da ação.
Para a universidade, a iniciativa pretende ir além do ambiente interno e servir como referência para outras instituições. “A campanha da universidade pode motivar outras instituições e fazer com que outros órgãos também se movimentem nesse sentido”, afirmou o professor Márcio Cataia.
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