O aumento nos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) tem chamado atenção na região, mas especialistas garantem que não há motivo para alarde. Os municípios da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) somam, até o momento, ao menos 6.370 casos. Até 24 de março de 2026, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo registrou 6.339 atendimentos por quadros respiratórios, alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 5.889 atendimentos. Nos municípios da região, Jarinu contabilizou quatro casos, Várzea Paulista teve 12, Itupeva registrou oito e Campo Limpo Paulista, sete.
Apesar do aumento, o pneumologista Daniel Antunes afirma que a situação não configura epidemia. Ele explica que a SRAG se configura a partir do momento que há febre, além de sintomas mais clássicos como tosse, coriza e dor de garganta. Ele ressalta, também, que a maioria dos casos pode ser tratada em casa com cuidados básicos, como controle da febre, repouso e aumento na hidratação. “A imensa maioria das pessoas sabe se cuidar com fórmulas habituais”, afirma.
O médico orienta que qualquer síndrome febril acompanhada de tosse, coriza ou dor de garganta deve ser observada com atenção. A busca por atendimento médico é indicada quando surgem sinais de alerta, como falta de ar, piora do quadro ou dúvida sobre a gravidade. “Claro que a pessoa deve procurar um médico se ela sente que corre perigo ou algo que desencadeie dúvidas, mas a falta de ar é o principal ponto de atenção”, ressalta.

Daniel Antunes destaca a falta de ar como principal ponto de atenção para buscar um médico
O especialista reforça que pessoas com problemas de saúde prévios, principalmente os de imunidade, como câncer, insuficiência cardíaca, renal e com problemas respiratórios devem procurar ajuda mais rápido.
Kelly de Oliveira Insinia, mãe do Lucas de Oliveira Insinia, de oito, conta que o filho sempre sofreu de crises de bronquiolite e teve fragilidade respiratória, o que gera um maior cuidado e acompanhamento, principalmente nessas épocas. Além do acompanhamento com o pneumologista, ela ressalta outros cuidados no dia a dia. “Vacinas em dia, higienização das mãos, lavagem nasal diária, principalmente quando na escola tem mais crianças com sintomas gripais, inalação com soro fisiológico e reforço na alimentação para ajudar na imunidade”, elenca.
Entre as medidas preventivas, o especialista destaca a importância da higiene das mãos, uso de álcool em gel e a vacinação contra covid-19 e influenza, principalmente para idosos, crianças e gestantes. Ele ressalta que, para pessoas saudáveis, o uso de máscara ou isolamento não é necessário neste momento, devendo ser adotado apenas por quem estiver doente ou com suspeita de infecção.

Kelly de Oliveira Insinia ressalta os vários cuidados que tem com o filho Lucas
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