A Unicamp afirmou, em nota divulgada neste domingo (29), que o furto de materiais de pesquisa do Instituto de Biologia foi um “caso isolado” e ocorreu em meio a “circunstâncias atípicas”, atualmente investigadas pelas autoridades.
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Segundo a universidade, os laboratórios classificados como nível de biossegurança 3 (NB-3) operam com protocolos rigorosos e seguem normas de segurança. A instituição destacou ainda que não há organismos geneticamente modificados (OGM) entre os materiais envolvidos no caso.
A reitoria informou que, ao tomar conhecimento da ocorrência, acionou imediatamente a Polícia Federal e a Anvisa, o que possibilitou a rápida localização das amostras. A universidade também confirmou a abertura de sindicância interna para apuração dos fatos.
Investigação e cronologia
O caso veio à tona em 13 de fevereiro, quando foi identificada a ausência de amostras virais em um laboratório de alta segurança. As investigações apontam que o material foi retirado sem autorização e transportado dentro do próprio campus.
Imagens de câmeras de segurança mostram um homem deixando o laboratório com caixas no período do desaparecimento. Ele é investigado junto com a esposa, uma pesquisadora ligada à universidade.
No dia 23 de março, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e localizou os materiais em outros espaços acadêmicos, onde não havia autorização formal para armazenamento.
De acordo com as autoridades, não houve contaminação externa, e todas as amostras foram encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise.
Prisão
A pesquisadora suspeita chegou a ser presa em flagrante, mas teve a liberdade provisória concedida após audiência de custódia. Entre as medidas impostas estão o comparecimento periódico à Justiça e a proibição de acesso aos laboratórios envolvidos.
As investigações também apuram se houve manipulação ou descarte de parte do material antes da apreensão. Entre as amostras estavam vírus como H1N1 e H3N2, além de outros agentes biológicos de origem humana e animal.
A universidade reforçou, na nota, seu compromisso com a segurança científica e a integridade das pesquisas, além de destacar a atuação de sua incubadora de empresas, que, segundo a instituição, não participa das atividades técnico-científicas conduzidas por pesquisadores.
O caso segue sob sigilo e depende da conclusão de laudos periciais e da análise de dispositivos apreendidos para avançar.
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