Os trabalhadores das indústrias de calçados de Franca rejeitaram a nova proposta de reajuste salarial de 6,79%, apresentada pelo sindicato patronal, e aprovaram estado de greve. A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta quinta-feira, 26, após a categoria considerar o índice insuficiente e sem avanços em benefícios, como o vale-alimentação.
A proposta foi apresentada pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), mas foi recusada pelos trabalhadores representados pelo STICF (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca).
De acordo com o presidente da organização que representa os funcionários, Wellington de Paula, apesar de pequenos avanços pontuais — como melhorias no acompanhamento de mães que levam filhos ao médico —, a proposta ainda ficou abaixo do esperado.
“A categoria entende que está aquém do necessário para fechar a campanha salarial”, afirmou o dirigente.
Estado de greve aprovado
Durante a assembleia, os trabalhadores votaram e aprovaram por unanimidade o estado de greve, sinalizando endurecimento nas negociações. A medida não representa paralisação imediata, mas funciona como alerta ao setor patronal.
De acordo com o sindicato, a continuidade das negociações ainda é prioridade. No entanto, a categoria deixou claro que, sem avanço, a greve pode ser deflagrada nas próximas etapas.
Contraproposta dos trabalhadores
Após rejeitar os 6,79%, os trabalhadores apresentaram uma contraproposta com reajuste de 8% e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) calculada em 130 horas.
A nova proposta exclui a exigência do vale-alimentação, que era uma das principais reivindicações, após o benefício já ter sido descartado em assembleia do setor patronal.
Impasse continua
As negociações salariais seguem sem acordo e dependem agora de uma nova resposta do sindicato patronal. A expectativa é que haja avanço nas próximas rodadas.
Caso contrário, o estado de greve aprovado abre caminho para uma possível paralisação no setor calçadista de Franca.
Histórico recente
Antes da proposta de 6,79%, os trabalhadores já haviam rejeitado um reajuste de 5%. A categoria reivindica recomposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), além de ganho real.
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