O aumento no preço do ovo foi o principal destaque da cesta básica do paulista em fevereiro. Levantamento da Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese, aponta que o produto teve alta de 9,21% no mês, passando de R$ 9,56 para R$ 10,44 a dúzia, no Estado de São Paulo.
O avanço contribuiu para a elevação de 0,31% no custo total da cesta básica, que subiu de R$ 1.277,11 em janeiro para R$ 1.281,04 no fim de fevereiro.
Segundo o Procon, o aumento no preço dos ovos está ligado ao crescimento das exportações brasileiras e ao aquecimento da demanda interna. No acumulado do ano, o item já registra alta de 3,98%.
Além do ovo, outros alimentos importantes também tiveram aumento no período. O extrato de tomate subiu 8,78%, influenciado pelas chuvas que afetaram a qualidade da produção. Já o feijão carioca teve alta de 6,30%, pressionado pela oferta restrita e dificuldades na colheita.
A carne de primeira também ficou mais cara, com elevação de 3,11%, reflexo da menor disponibilidade de animais para abate e do bom desempenho das exportações.
Apesar das altas, diversos produtos registraram queda e ajudaram a conter o avanço da cesta. Entre eles, estão o frango inteiro (-3,71%), o açúcar (-3,34%), o arroz (-3,17%), o queijo muçarela (-3,14%) e a farinha de trigo (-3,04%).
No total, dos 39 itens pesquisados, 20 tiveram aumento e 19 apresentaram redução de preços.
Por grupos, o maior impacto no mês veio dos produtos de limpeza, que subiram 2,46%. Os itens de higiene pessoal tiveram alta de 1,39%, enquanto o grupo alimentação registrou leve variação de 0,06%.
Mesmo com a alta em fevereiro, o custo da cesta básica ainda apresenta queda no acumulado do ano, de -0,38%, considerando os preços de dezembro de 2025 como base. Já nos últimos 12 meses, a redução chega a -6,25%.
Entre os alimentos que mais ficaram baratos neste período, estão o alho (-36,94%), o arroz (-35,87%) e a cebola (-21,25%), indicando um recuo significativo nos preços ao longo do último ano.
De acordo com o Procon-SP, as oscilações nos preços da cesta básica são influenciadas por fatores como clima, sazonalidade, oferta e demanda, além de variações no câmbio e nos preços de commodities.
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