POLÍCIA CIVIL

Suspeito de matar homem em Birigui é preso; defesa contesta

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil | Divulgação
Policial civil acompanha o suspeito preso durante a operação em Birigui
Policial civil acompanha o suspeito preso durante a operação em Birigui

A Polícia Civil prendeu temporariamente, na segunda-feira (16), um homem de 33 anos identificado pelas iniciais C.H.A.Z., suspeito de envolvimento no homicídio de Lucas Jacinto Pires, ocorrido em 6 de março, na avenida Cidade Jardim, em Birigui.

A ação foi realizada por equipes do 1º Distrito Policial, com apoio da Delegacia do Município, e coordenada pelo delegado Ícaro Oliveira Borges. Durante a operação, também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do investigado, no bairro Vila Giampietro.

No imóvel, os policiais vistoriaram um VW Gol que estava na garagem. No interior do veículo, foram encontradas anotações que, segundo a polícia, podem ter relação com o tráfico de drogas, além de R$ 122,55 em dinheiro e um celular. Todo o material foi apreendido e será analisado.

De acordo com a investigação, há indícios de que o crime tenha relação com uma dívida ligada à compra de entorpecentes. A Polícia Civil, no entanto, não divulgou outros detalhes sobre o homicídio.

Após a prisão, o suspeito passou por exame cautelar no Instituto Médico Legal (IML) e foi encaminhado à Cadeia Pública de Penápolis, onde permanece à disposição da Justiça.

Defesa se manifesta

O investigado foi acompanhado pela advogada Victoria Pache, que contestou os elementos apresentados até o momento.

Segundo ela, a prisão temporária, medida cautelar considerada gravosa, foi decretada com poucos indícios de autoria. “A decisão se fundamenta no depoimento de um informante com vínculo direto com a vítima e em testemunha anônima, elementos frágeis que, por si só, não sustentam a restrição da liberdade. Ainda, há outras testemunhas nos autos cujos relatos afastam a participação do investigado”, afirmou.

Sobre a necessidade da medida, a advogada acrescentou que o entendimento dos tribunais superiores não admite prisão temporária com base em suposições ou riscos futuros e abstratos. “É indispensável a demonstração de conduta concreta e pretérita que tenha comprometido, de alguma forma, a investigação, o que não se verifica no presente caso”, declarou.

As investigações seguem em andamento, e os materiais apreendidos devem passar por perícia para auxiliar no esclarecimento do caso.

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