GOLPE DO EMPREGO

Golpe usa nome da Jussara e cobra taxa falsa de candidatos

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
WhatsApp/GCN
Imagem do documento falso oferecido pelo golpista
Imagem do documento falso oferecido pelo golpista

Um golpe envolvendo falsas vagas de emprego em nome da empresa Jussara tem circulado nas redes sociais e acende alerta para candidatos em busca de trabalho. O esquema foi relatado por Mário Querino da Silva, que quase caiu na fraude após visualizar um anúncio no Facebook. A publicação indicava que a empresa estaria recrutando novos funcionários.

Ao demonstrar interesse, ele foi direcionado para uma conversa no WhatsApp, onde um suposto recrutador solicitou o envio de currículo. Dias depois, veio a resposta: Mário havia sido “aprovado”.

A partir desse momento, começaram as exigências. O falso recrutador pediu documentos pessoais e informou que seria necessário apresentar um “antecedente criminal”. No entanto, o documento só seria aceito se fosse emitido por uma empresa específica indicada por eles. Desconfiado, Mário seguiu com o contato e descobriu que o serviço custava cerca de R$ 40, com pagamento via Pix e prazo curto para transferência - cerca de 15 minutos.

“Foi aí que achei estranho”, relatou. Antes de efetuar qualquer pagamento, ele decidiu entrar em contato diretamente com a empresa. Segundo Mário, a própria Jussara confirmou que se tratava de um golpe e que não realiza esse tipo de cobrança em processos seletivos.

Jussara orienta candidatos contra fraude

A Jussara informou que está ciente do golpe e reforçou que vem alertando continuamente os participantes de seus processos seletivos, em todas as interações, de que não há qualquer tipo de cobrança para participação.

A empresa destacou ainda que tem adotado medidas legais para combater a fraude. Segundo a nota, os perfis envolvidos vêm sendo denunciados e combatidos, com diversos já bloqueados nas redes sociais. Além disso, autoridades policiais estão realizando o rastreamento dos responsáveis, que poderão ser identificados e responsabilizados judicialmente.

Por fim, a orientação da empresa é para que qualquer pessoa abordada com esse tipo de solicitação registre um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.

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