Moradores da avenida Reynaldo Chioca, no Parque Progresso, na zona sul de Franca, denunciam transtornos constantes provocados por aglomerações e pancadões em frente a uma adega da região. Segundo eles, o problema já dura mais de um ano e tem causado preocupação principalmente durante os fins de semana.
De acordo com os relatos, o local se transforma em ponto de encontro durante a madrugada, reunindo dezenas de pessoas com som alto, consumo de bebidas alcoólicas, motos empinando e até rachas entre veículos.
Imagens de câmeras de segurança registradas nas proximidades mostram frequentadores ocupando a via e chegando a bloquear a passagem de veículos durante os encontros noturnos.
Moradores afirmam que já acionaram diversas vezes a Polícia Militar e também comunicaram a Prefeitura, mas dizem que nenhuma medida definitiva foi tomada para resolver a situação.
Ainda segundo os relatos, o estabelecimento já chegou a ser interditado algumas vezes pela Vigilância Sanitária. No último fim de semana, por exemplo, uma operação do Detran em conjunto com a Polícia Militar foi realizada no local durante a noite de sábado, 14.
No entanto, os moradores afirmam que o problema costuma recomeçar logo após o término das fiscalizações, que neste caso terminaram por volta das 23h30.
No último sábado, 14, uma grande aglomeração voltou a se formar em frente ao estabelecimento. Câmeras registraram diversos jovens reunidos na porta da adega, na calçada oposta e até no meio da pista.
Por volta das 6 horas da manhã, uma briga entre alguns dos frequentadores começou na calçada e terminou do outro lado da rua. As imagens mostram uma mulher ajudando um dos envolvidos a estancar um sangramento no nariz após a confusão.
Moradores relatam que situações como essa são frequentes, com som alto durante toda a madrugada, presença de menores consumindo álcool, uso de drogas e manobras perigosas com motos e carros.
Há ainda relatos de que, em algumas ocasiões, homens armados foram vistos no local, situação que também teria sido registrada em imagens.
Segundo os moradores, embora a Polícia Militar seja acionada, em alguns casos a equipe não comparece ao local.
Procurado pela reportagem, o Departamento de Vigilância em Saúde informou que o estabelecimento possui alvará de funcionamento. O órgão afirmou ainda que realiza acompanhamento e fiscalização do local conforme a legislação vigente.
Em relação ao som alto e às aglomerações do lado de fora da adega, a Vigilância Sanitária informou que a responsabilidade pela fiscalização é da Polícia Militar. Até a publicação deste texto, a Polícia Militar não se manifestou sobre o caso.
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