FOGO

Incêndio em abrigo que deixou 4 mortos em São José completa 1 ano

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Quatro pessoas morreram em incêndio
Quatro pessoas morreram em incêndio

Um ano após o incêndio que matou quatro pessoas em um abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade social, no centro de São José dos Campos, a tragédia voltou a ser lembrada nesta semana pela comunidade e pelos responsáveis pela instituição.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Em uma publicação nas redes sociais, o abrigo Consoladora dos Aflitos recordou a data e prestou homenagem às vítimas. No texto, os responsáveis destacaram o momento difícil vivido pela comunidade e agradeceram o apoio recebido após o episódio.

Segundo a instituição, apesar da dor da perda, a solidariedade e a fé ajudaram a manter o trabalho de acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. A publicação também pediu orações pelas vítimas que morreram no incêndio.

A tragédia aconteceu na madrugada de 10 de março de 2025, quando um incêndio atingiu o prédio do abrigo, localizado na rua Sebastião Hummel, na região central da cidade.

De acordo com a Polícia Militar, o fogo foi provocado de forma criminosa. O suspeito identificado foi Leandro Rangel Vilela, de 42 anos. Conforme o boletim de ocorrência, ele teria ateado fogo em um sofá de um bazar que funcionava dentro do abrigo. As chamas se espalharam rapidamente e tomaram todo o prédio.

O local abrigava 22 pessoas no momento do incêndio. Quatro acolhidos morreram carbonizados. As vítimas foram identificadas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo como Hélio Gonçalves, Márcia Aparecida, Regiane Soares e Moisés Felipe, com idades entre 50 e 61 anos.

Outras 18 pessoas sobreviveram, sendo que oito ficaram feridas e precisaram ser socorridas ao pronto-socorro da Vila Industrial.

O suspeito passou a responder pelos crimes de incêndio criminoso, homicídio e tentativa de homicídio. Após o episódio, o prédio do abrigo foi interditado.

Um ano depois, a lembrança da tragédia segue viva entre voluntários, acolhidos e moradores da cidade, que relembram as vítimas e destacam a mobilização solidária que ajudou a instituição a continuar o trabalho de acolhimento.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários