O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto se pronunciou nesta quarta-feira (11) sobre a morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Em entrevista à TV Record, ele negou ter cometido o crime e sustentou que a companheira tirou a própria vida.
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Segundo o oficial, ele estava no banho quando ouviu um barulho e, ao sair do banheiro, encontrou Gisele caída no chão. Neto afirmou que não prestou os primeiros socorros por não ter os equipamentos necessários, apesar do conhecimento técnico adquirido na corporação. Ele disse que acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros e negou ter alterado a cena ou se aproximado do corpo.
O tenente-coronel relatou que passou mal durante o atendimento, com pressão arterial medida em 20 por 18, precisando tomar medicação após ouvir de um profissional de saúde que poderia sofrer um AVC ou infarto. Ele contou que tomou um segundo banho e afirmou não ter recebido orientação para evitar isso, diferentemente do que consta em depoimentos de policiais que teriam recomendado que ele fosse imediatamente à delegacia.
Sobre o fato de o apartamento estar seco, apesar de afirmar que havia saído do chuveiro momentos antes, Neto contestou relatos de testemunhas e disse que deixou o chuveiro ligado. Em relação às marcas no pescoço da vítima apontadas em laudo, negou agressão e sugeriu que a lesão poderia ter ocorrido durante momento em que a filha de 7 anos de Gisele estava no colo da mãe, com as mãos em seu pescoço.
Ele também negou ter usado o cargo para interferir nas investigações e afirmou que estava no local como morador, não como policial. Sobre a ida de três PMs ao apartamento após a morte, declarou que as agentes foram enviadas por seu comandante, após a liberação do imóvel, e negou ter determinado qualquer limpeza.
Depoimento de testemunha obtido pela reportagem aponta que três policiais estiveram no imóvel às 17h48 para realizar limpeza e que o oficial retornou ao apartamento no mesmo dia para buscar pertences antes de seguir para São José dos Campos. A mesma testemunha relatou que, ao saber que Gisele ainda estava viva, ele teria dito que “ela não vai sobreviver”.
Com informações do Metrópoles
Assista a trechos da entrevista a seguir:
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Comentários
1 Comentários
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Antonio Carlos 7 horas atrásJá vi no que isso fai dar, calabresa ou mussarela com coca-cola ou guaraná.... Ele é coroneu e ela era soldada, e o sargento manda até no cabo sem ele reclamar.