A Nexiqon, empresa brasileira de tecnologia aplicada à construção civil, inaugura em 19 de março a sua primeira fábrica, que foi implantada em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
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Com 3,4 mil metros quadrados, a unidade terá capacidade para produzir 216 mil m² por mês de telhas, painéis e pisos para áreas úmidas a partir de resíduos industriais de difícil reciclagem, como filmes aluminizados usados em blisters de medicamentos e tubos de pasta de dente, além de areia de fundição e rejeitos de minério de ferro.
A nova unidade deve iniciar suas operações com cerca de 40 funcionários, com potencial de chegar a aproximadamente 120 quando a linha de produção estiver operando em capacidade máxima.
Entre as oportunidades previstas estão vagas para auxiliar de produção, além de posições administrativas nas áreas de vendas, logística, supply chain, administração e finanças. Os currículos podem ser enviados diretamente para vagas@nexiqon.com.br
A fábrica está instalada em um complexo industrial na região do distrito de Eugênio de Melo, na zona leste de São José, onde também está localizada a Ericsson, reforçando o potencial tecnológico e industrial da região.
Eficiência energética
A empresa aposta em desempenho técnico, eficiência energética e competitividade de custo para disputar espaço em um mercado pressionado por inovação e descarbonização.
“Nossos produtos não são apenas uma alternativa sustentável, mas uma solução superior em desempenho”, afirma Jaderson Yelisetti, sócio da Nexiqon. “As telhas oferecem isolamento térmico mais eficiente, reduzindo a temperatura interna das edificações e, consequentemente, o consumo de energia com climatização. Além disso, apresentam alta resistência a impactos, como granizo, sem comprometer a integridade do material.”
Tecnologia
A Nexiqon informou que seu principal diferencial competitivo está em sua “tecnologia própria, inovadora e exclusiva”, desenvolvida para “otimizar o processo produtivo e permitir rápida expansão industrial”. Segundo a empresa, uma nova linha de produção pode ser implementada em até seis meses.
“O modelo foi desenhado para escalar”, explica Yelisetti. “Nosso plano é inaugurar seis fábricas nos próximos dois anos, replicando a tecnologia em diferentes regiões do país.”
A sustentabilidade também está incorporada ao processo industrial: a produção consome menos energia que fábricas convencionais, emite menos gases de efeito estufa e não utiliza água, um diferencial relevante em um setor intensivo em recursos naturais.
Impacto ambiental
Ao transformar resíduos industriais em insumos para a construção civil, a Nexiqon atua em dois gargalos estruturais da economia. De um lado, atende setores como farmacêutico, alimentício e de higiene e beleza, grandes geradores de embalagens complexas. De outro, contribui para a redução do impacto ambiental da construção civil, responsável por cerca de 40% das emissões globais de CO?.
Em um cenário conservador, a empresa estima evitar o descarte inadequado de 20 milhões de quilos de resíduos industriais nos próximos cinco anos. Em uma projeção mais ampla, esse volume pode ultrapassar 160 milhões de quilos, reinseridos na cadeia produtiva como materiais de alto valor agregado.
“Ao integrar reciclagem, destinação final de resíduos e produção industrial, a Nexiqon se posiciona como fornecedora estratégica para um mercado em transformação, no qual construtoras, incorporadoras e investidores passam a adotar critérios ambientais, de eficiência energética e redução de emissões como fatores centrais de decisão”, diz a empresa.
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