DOM EPAMINONDAS

Homem pede R$ 1 e assedia jovem na Dom Epaminondas, em Taubaté

Por Xandu Alves | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Homem foge após ser flagrado assediando mulher em Taubaté
Homem foge após ser flagrado assediando mulher em Taubaté

Um homem é procurado após denúncia de assédio na praça Dom Epaminondas, no Centro de Taubaté. A vítima é uma mulher de 21 anos que estava a caminho do trabalho, na manhã do último domingo (8), quando se celebrou o Dia Internacional da Mulher.

O assediador pediu R$ 1 e depois tocou em suas próprias partes íntimas perto da jovem, que filmou o assédio (veja o vídeo abaixo). O caso foi registrado na Polícia Civil como importunação sexual.

“É um grande trauma que vou levar pra minha vida, infelizmente toda mulher vai passar por uma situação nojenta como essa, mas não posso me abalar, não quero me abalar”, disse ela a OVALE.

Como foi o assédio

Repositora de um estabelecimento comercial de Taubaté, a jovem teria que pegar dois ônibus para trabalhar no domingo. Moradora do bairro Três Marias, ela pegou o transporte às 5h15, com a primeira parada na praça Dom Epaminondas, às 5h30. Ela estava sozinha no local.

“Ali é sempre escuro e desértico nesse horário e nunca me ocorreu nada do tipo em minha vida até aquele momento”, recordou.

Assim que desembarcou, a jovem conta que percebeu a presença de um homem nas redondezas, que “não parecia ser morador de rua, nem dependente químico e nem embriagado”. “Ele estava perfeitamente arrumado com o cabelo e barba feito, blusa de lã azul claro, calça jeans cinza e tênis”, disse.

Passados alguns minutos, ele veio até ela e pediu-lhe R$ 1. A repositora disse que não tinha, e o homem ficou “parado na minha frente por um bom tempo”.

Ela trocou de lugar e ele continuou por perto, rondando o ponto de ônibus da praça, até que ele ficou atrás dela, em curta distância. Quando ela percebeu e se virou, o homem estava se tocando e a observando.

“Assim que eu vi, ele já disfarçou e tentou esconder o que estava fazendo, nisso a primeira reação que eu tive foi pegar o celular e filmar a cara dele”, contou.

O assédio aconteceu por volta das 5h40. “Lembro-me desse horário porque, infelizmente, isso vai ficar marcado na minha vida”, afirmou a repositora.

Filmagem e denúncia

Com o celular filmando, ela tomou a atitude de correr atrás do assediador, que desceu o Calçadão em direção ao Mercado Municipal de Taubaté. Assim que ele virou a esquina, porém, ela o perdeu de vista.

A jovem foi trabalhar normalmente naquele dia e contou o episódio aos superiores. Um dos seguranças do estabelecimento enviou as imagens que ela fez para policiais, para ajudar na identificação do assediador.

Ela contou que recebeu a informação de que o assediador não aparece nas imagens das câmeras de monitoramento, em razão de ele estar em um “ponto cego”. Contudo, ele foi flagrado saindo do arbusto e a jovem correndo atrás dele.

A vítima também foi com o pai até a delegacia registrar o boletim de ocorrência de importunação sexual. O caso deve ser investigado.

Trauma

A jovem disse que a pretensão dela é que “ele seja pego pela polícia para responder criminalmente por isso”. Segundo ela, o episódio nunca será esquecido.

“É um grande trauma que vou levar pra minha vida. O abalo foi nas primeiras horas do dia 8 após o ocorrido, mas agora eu estou segura de mim”, afirmou.

Ela disse que muitas pessoas se preocuparam com a atitude dela de correr atrás do assediador. “Foi perigoso e arriscado, mas no momento eu não queria deixar impune o que ele fez comigo”.

A repositora ainda disse que passou a ficar “em alerta a todo o momento” após o episódio, com receio de “viver algo assim novamente e não poder fazer nada”. Ela admitiu que seu maior medo não é de encontrá-lo novamente, frente a frente, mas de o suspeito “sair impune de novo”.

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