Um mês após a exumação do corpo da orientadora educacional Tatiane Cintra Santos Cardozo, de 42 anos, realizada em Franca, a investigação sobre a morte da educadora ainda não tem conclusão. Segundo o delegado responsável pelo caso, Davi Abmael Davi, até o momento não há resultado dos exames periciais nem previsão para a finalização do laudo.
Em entrevista ao portal GCN/Sampi, o delegado afirmou que acompanha o andamento das análises, mas destacou que os exames seguem em processamento. “Estou acompanhando, mas ainda nada, sem previsão para conclusão”, afirmou.
Enquanto aguardam o resultado, familiares vivem dias de grande angústia. “Estamos devastados”, disse Fabiana Cintra, irmã da educadora.
Família aguarda respostas
A exumação do corpo foi realizada no dia 11 de fevereiro, no Cemitério Jardim das Oliveiras, em Franca, como parte da investigação que busca esclarecer as circunstâncias da morte da educadora, encontrada sem vida em sua residência no dia 20 de abril de 2025.
Desde então, a família aguarda o resultado das análises laboratoriais. Segundo a irmã da vítima, a espera tem sido extremamente difícil para todos.
“Estamos todos na angústia. Minha mãe ficou muito mal, foi até a delegacia para ver se tinha algum posicionamento, mas ainda não tivemos nenhuma informação. Ela me liga todos os dias perguntando se saiu algum resultado. Estamos todos muito abalados, apenas esperando”, relatou.
Nesta terça-feira, 10, o delegado voltou a ser questionado sobre o andamento do caso e reafirmou que ainda não há resultado dos exames.
Procedimento reuniu autoridades e familiares
A exumação foi realizada com autorização judicial e contou com a presença de equipes da Polícia Civil, peritos, profissionais do IML (Instituto Médico Legal), médicos e familiares da vítima.
O procedimento mobilizou diversas equipes no cemitério, onde a área foi isolada para garantir a segurança e evitar a aproximação de curiosos. Fitas de isolamento foram utilizadas para restringir o acesso durante todo o trabalho.
Coveiros foram responsáveis pela abertura do túmulo e retirada do caixão, enquanto peritos e médicos acompanharam cada etapa do procedimento.
Após a abertura do túmulo, os especialistas coletaram o material necessário para exames detalhados.
Amostras foram enviadas para laboratório em São Paulo
O objetivo da exumação foi reunir o máximo possível de material biológico que pudesse ajudar a esclarecer as causas da morte da educadora.
Durante o procedimento, foram coletadas amostras de órgãos e vísceras, incluindo rim, fígado e baço, além de outros materiais internos.
Segundo o delegado responsável pela investigação, também foi possível coletar amostras de sangue, o que pode ser determinante para a conclusão dos exames. “Apesar de todo este tempo, também conseguimos sangue”, explicou.
Todo o material recolhido foi encaminhado para análise em um laboratório especializado na cidade de São Paulo, responsável por realizar os exames periciais.
Corpo havia passado por tanatopraxia
No início das investigações, a exumação chegou a ser considerada inviável porque o corpo havia passado por tanatopraxia, procedimento utilizado para conservação.
Por causa disso, o próprio Instituto Médico Legal havia negado inicialmente a solicitação da família, sob a justificativa de que o exame poderia não apresentar resultados confiáveis devido às alterações provocadas no corpo.
Mesmo assim, após insistência dos familiares e decisão judicial, a exumação foi autorizada.
Caso ganhou grande repercussão
A morte da educadora ganhou grande repercussão em Franca após familiares questionarem os primeiros laudos e levantarem a hipótese de que a morte poderia não ter ocorrido por causas naturais.
Desde então, a família aguarda os resultados dos exames que podem esclarecer definitivamente o que aconteceu.
Enquanto o laudo pericial não é concluído, o caso segue em investigação pela Polícia Civil.
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