As negociações salariais entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca, representante dos funcionários, e o SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), representante patronal, continuam sem acordo.
Em assembleia realizada nessa quinta-feira, 5, os trabalhadores rejeitaram a primeira proposta apresentada pelo sindicato patronal, que previa reajuste de 5%. Com a decisão, a categoria aguarda uma nova proposta para dar continuidade às negociações.
De acordo com o presidente do sindicato dos sapateiros, Wellington de Paula, a proposta apresentada está distante das reivindicações da categoria. “A nossa pedida vai além disso. A gente entende que esse índice está muito longe do necessário para fechar esse acordo”, afirmou.
Os representantes dos sapateiros pedem a reposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no período de março de 2025 a fevereiro de 2026, além de um aumento real de 8%. Desse total, 3% seriam para compensar a rotatividade no setor e outros 5% representariam ganho real para os trabalhadores.
Outros pedidos
A assembleia contou com a participação de cerca de 120 a 150 trabalhadores. Outro ponto que pesou para a rejeição da proposta foi a falta de avanço em outras cláusulas da campanha salarial.
Entre as reivindicações, a que mais tem mobilizado os trabalhadores é a criação de um vale-alimentação, benefício que os sapateiros ainda não possuem. “O pessoal está questionando muito essa questão e entende que precisa haver avanço nessa cláusula”, disse.
Segundo Wellington, uma nova assembleia dos trabalhadores só deve ocorrer quando houver novidades nas tratativas. A expectativa é que isso aconteça nas próximas semanas, caso o setor patronal apresente uma nova proposta.
A pauta dos trabalhadores também inclui a manutenção da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) calculada com base em 220 horas e reajuste no abono escolar. Além disso, o sindicato pede a manutenção de todas as cláusulas já existentes na atual Convenção Coletiva de Trabalho.
Sem previsão de greve
A possibilidade de greve, por enquanto, não está oficialmente na pauta, mas não está descartada. “Ainda não votamos estado de greve porque as negociações continuam. Estamos tentando chegar a um acordo que contemple as nossas reivindicações. Se não houver avanço, na próxima assembleia pode ser que se discuta o reajuste final ou o estado de greve”, finalizou o presidente do sindicato.
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