INDIGNAÇÃO

Bebê com luxação grave no quadril espera atendimento de convênio

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
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A pequena Alice
A pequena Alice

A mãe francana Daniela Tofanin Garcia denuncia dificuldades para conseguir tratamento especializado para a filha recém-nascida, diagnosticada com displasia do desenvolvimento do quadril logo após o parto. Segundo ela, a bebê, Alice, precisa de atendimento com um ortopedista pediátrico, mas enfrenta demora no encaminhamento pelo convênio Hapvida.

Alice nasceu no dia 17 de dezembro no Hospital Regional de Franca, administrado pela Hapvida, em Franca. De acordo com Daniela, ainda na maternidade, a pediatra identificou que a criança apresentava uma luxação no quadril e orientou a família a procurar avaliação com um especialista.

A condição ocorre quando a articulação do quadril não se desenvolve corretamente, fazendo com que o fêmur não permaneça encaixado na cavidade do quadril. Em bebês, o tratamento precoce é considerado essencial para evitar complicações futuras.

Segundo a mãe, o convênio não possui ortopedista pediátrico em Franca. Por isso, Alice passou a ser acompanhada por um ortopedista que, embora tenha iniciado o tratamento, não é especialista na área infantil. Daniela relata que também precisou pagar consultas particulares para tentar dar continuidade ao atendimento.

Além disso, alguns exames necessários não estariam disponíveis na cidade. A família precisou viajar até Ribeirão Preto para realizar o ultrassom específico do quadril. O primeiro exame apontou um quadro considerado intermediário, mas o resultado mais recente indicou agravamento da situação. “Agora o grau dela é o pior de todos e nos dois lados. É bilateral”, afirma Daniela.

A bebê utiliza atualmente o suspensório de Pavlik, dispositivo ortopédico usado para tentar reposicionar a articulação em bebês. No entanto, após a nova avaliação, o ortopedista que acompanha o caso teria encaminhado Alice para um especialista em ortopedia pediátrica em Ribeirão Preto.

Segundo Daniela, apesar de o hospital ter autorizado o atendimento, o encaminhamento ainda não foi efetivado. Ela afirma que já entrou em contato diversas vezes com o convênio e aguarda uma resposta há mais de dez dias.

“Quanto mais demora, pior fica. Aí aumenta o risco de ela precisar de uma cirurgia grande, sendo que poderia resolver de outras maneiras se fosse tratado logo”, relata.

A mãe afirma ainda que decidiu tornar o caso público após não conseguir retorno. “A gente paga o convênio e precisa fazer barulho para ser atendido. Se não postar, não acontece nada”, desabafa.

O que diz a Hapvida?

Em nota, a operadora Hapvida informou que a paciente vem sendo assistida de forma contínua pela rede da companhia. Segundo a empresa, a criança já possui consultas agendadas com ortopedistas pediátricos nos dias 16 e 31 de março, em Ribeirão Preto, garantindo a continuidade do acompanhamento especializado necessário ao caso.

A operadora afirma ainda que conta com profissionais habilitados na especialidade indicada e que, dentro de seu modelo verticalizado de atendimento, integra unidades e equipes médicas em diferentes cidades da região. De acordo com a empresa, cada situação é analisada de forma individualizada pelas equipes assistenciais, levando em consideração as necessidades específicas de cada paciente e a conduta médica mais adequada.

Ainda conforme a nota, essa organização permite ampliar o acesso a profissionais com experiência no manejo de casos ortopédicos pediátricos, assegurando a qualidade do tratamento oferecido.

A Hapvida reforçou também que acompanha o caso e que permanece em diálogo com a família para prestar os esclarecimentos necessários.

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