A Marinha do Brasil voltou atrás e informou, no fim da tarde desta segunda-feira, 23, que Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, não era habilitado para conduzir a lancha envolvida no acidente que matou seis pessoas no rio Grande, entre Rifaina e Sacramento (MG).
Horas após o acidente, a Polícia Civil de Minas Gerais havia informado que Wesley não possuía habilitação para pilotar embarcação. Na manhã desta segunda-feira, a Marinha divulgou uma nota dizendo que ele era habilitado para conduzir a lancha — informação que contrariava a versão inicial.
Horas depois, no fim da tarde, a Marinha emitiu uma nova nota oficial corrigindo os dados e afirmou que a mudança ocorreu após uma checagem mais aprofundada feita pelos peritos que foram ao local do acidente.
“Após nova verificação, realizada com a chegada dos peritos da Marinha do Brasil ao local e diante de uma apuração mais detalhada dos fatos, constatou-se que não há registro de que ele possuía CHA (Carteira de Habilitação de Amador)”, diz o órgão, em nota.
De acordo com a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, a equipe técnica coletou os primeiros elementos para a instauração do IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação), que vai apurar as causas da colisão da lancha “Vida Boa” contra um píer. O inquérito tem prazo inicial de 90 dias, podendo ser prorrogado.
Ainda segundo a Marinha, nas verificações preliminares, foi confirmado que a embarcação possuía documento de inscrição regular junto ao órgão. A habilitação do condutor, porém, não foi localizada nos sistemas oficiais.
Na nota, a Marinha também reforçou regras de segurança para a navegação, como a obrigatoriedade do uso de coletes salva-vidas, a necessidade de iluminação adequada em estruturas sobre a água, como píeres e marinas, e que a navegação noturna só é permitida para embarcações com luzes de navegação regulares.
O acidente aconteceu na noite de sábado, 21, e deixou seis mortos, todos moradores de Franca. As vítimas estavam na lancha no momento da colisão contra o píer, em um trecho do rio que marca a divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
A Marinha informou que se solidariza com familiares e amigos das vítimas e que as circunstâncias do acidente serão esclarecidas ao final da investigação administrativa.
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