LUTO

Morre aos 55 anos a ativista francana Ursula de Oliveira

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/redes sociais
Ursula de Oliveira, defensora da segurança alimentar
Ursula de Oliveira, defensora da segurança alimentar

Está sendo velado neste sábado, 21, no Memorial Nova Franca, o corpo de Ursula de Oliveira, que morreu aos 55 anos. O sepultamento ocorre às 16h, no Cemitério Santo Agostinho.

Ursula faleceu nesta sexta-feira, 20, às 23 horas, após lutar contra um câncer de estômago que se espalhou pelo corpo.

Defensora  da segurança alimentar 

Atuante histórica na defesa da segurança e soberania alimentar em Franca e região, ela foi ex-presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Comsea) de Franca por dois mandatos e era presidente do coletivo Instituto Passos.

Amigo de longa data e companheiro de militância, Rodolfo Borges de Faria relatou a trajetória e o legado deixado por Ursula.

“A Ursula foi uma mulher mãe de dois filhos, mãe solteira, uma mulher negra, periférica, que mesmo em momentos da vida de dificuldade financeira sempre foi uma militante social, sempre lutou por justiça social”, afirmou.

Segundo ele, antes de se tornar referência na área de segurança alimentar, Ursula passou por diferentes ocupações. “A Ursula já trabalhou como caseira de chácara, ela já trabalhou como empregada, funcionária em restaurante. E ela é uma militante histórica na região de Franca, na área de segurança e soberania alimentar, que se refere ao combate à fome, algo que ela já teve contato, que ela já passou na vida.”

No último ano de vida, em 2025, Úrsula foi aprovada em um edital do governo federal para atuar como agente de economia solidária, por meio do edital Paul Singer. A iniciativa remunera agentes que desenvolvem projetos de economia solidária em diferentes territórios do país.

“A pessoa que há um ano atrás foi aprovada e estava atuando e sobrevivendo com a bolsa do edital Paul Singer era a Ursula. Então o último ano dela de vida, ela passou integralmente trabalhando na militância social, na divulgação da economia solidária no combate à fome na luta pela segurança e pela soberania alimentar”, disse.

Sobre sua personalidade e exemplo, o amigo resumiu: “Então, a Ursula sempre foi uma mulher com muita energia, muita disposição, mesmo estando em empregos comuns, ter tempo para uma militância social. Então, uma pessoa que era exemplo no comportamento, no jeito de ser.”

Ele também a definiu como “uma pessoa muito amada, muito admirada e que através da vivência dela, do comportamento dela, das atitudes, ela educou muita gente na militância social em Franca pelo exemplo”.

Duas frases, segundo Rofolfo, definem Ursula: “Disposição pela luta pra justiça social, e sempre estar com projetos e sonhos a serem colocadas em prática”.

Ursula deixa dois filhos, familiares, amigos e uma trajetória marcada pela atuação no combate à fome e na promoção da justiça social em Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários