A cidade de São Joaquim da Barra enfrenta, nesta sexta-feira, 20, o luto exato de um ano pela morte de 12 estudantes em um grave acidente de ônibus. O veículo, que havia saído da Unifran (Universidade de Franca), colidiu contra um caminhão no km 3 da rodovia vicinal Waldyr Canevari, entre São José da Bela Vista e Nuporanga.
A equipe do portal GCN/Sampi esteve no local, que apresentava destruição em ambos os veículos, equipes de socorro mobilizadas, pertences dos estudantes espalhados e os caixões sendo colocados em fila.
O ônibus fazia esse trajeto devido à interdição, na época, de um trecho da rodovia Fábio Talarico, entre São José da Bela Vista e São Joaquim da Barra, bloqueado por problemas estruturais na ponte sobre o Ribeirão Salgado.
O veículo foi atingido em cheio por uma carreta caçamba que saiu de Ouro Verde (SP) com destino a Itaú de Minas (MG). A colisão atingiu o ônibus lateralmente, do lado do motorista, e os estudantes que estavam nesse setor foram diretamente atingidos pela estrutura da carreta.
As 12 mortes foram confirmadas ainda no local. Outras 18 pessoas, incluindo o motorista do ônibus, sobreviveram ao grave acidente.
O motorista do caminhão, Evandro Rogério Leite, de 52 anos, deixou o local sem prestar socorro e correu para um canavial. Ele foi preso ainda durante a madrugada. Evandro foi condenado a cinco anos e nove meses de detenção, em regime semiaberto, além da suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por sete meses.
Na sentença, o juiz Iuri Sverzut Bellesini acolheu integralmente a acusação do Ministério Público de São Paulo e destacou a conduta negligente e imprudente do réu. Segundo a decisão, o motorista conduzia o caminhão em via inadequada para veículos de grande porte, sem a cautela necessária.
O magistrado também ressaltou que a alegação de que o réu teria fugido por medo de linchamento não se sustentou diante dos depoimentos de policiais e do delegado responsável pelo caso. Ele foi condenado pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa.
Após a morte dos estudantes, familiares e amigos das vítimas criaram o Movimento 12 Vidas. Nesta sexta-feira, o grupo divulgou uma nota manifestando solidariedade às famílias, aos amigos e a toda a comunidade.
De acordo com o comunicado, as vigílias realizadas ao longo do ano cumpriram um papel importante de acolhimento coletivo, mas foram encerradas por se entender que alguns familiares ainda sofriam muito com os encontros.
O movimento finalizou afirmando que segue com o compromisso de preservar a memória dos estudantes e reforçou o desejo de que o amor seja maior que a dor.
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