A Polícia Civil investiga como lesão corporal seguida de morte o caso que resultou na morte do tatuador Vitor Fonseca de Almeida Silva, de 42 anos, após agressão registrada na madrugada de domingo, 15, na praça Eloy Lima, 248, no Centro de Nuporanga, a 50 km de Franca.
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu por volta das 4h30, durante as comemorações de carnaval realizadas na cidade. A vítima foi socorrida e encaminhada inicialmente ao Hospital São Geraldo, localizado a cerca de 100 metros do local da ocorrência, sendo posteriormente transferida para a Santa Casa de Franca, onde morreu na terça-feira, 17.
Segundo o registro oficial, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico.
Versão apresentada pelo indiciado
O indiciado, Vítor Manoel, de 25 anos, foi identificado após diligências e investigação conduzidas pela Polícia Civil. Em depoimento, ele afirmou que trabalhava no recinto do carnaval, assando espetinhos de carne, e que, após o encerramento da festa, caminhava com familiares pela praça Eloy Lima.
Ainda conforme sua versão, ele teria percebido que a vítima estaria “aparentemente importunando” uma criança, cochichando em seu ouvido. Diante da situação, disse que interveio e empurrou Vitor Fonseca.
O investigado relatou que conversou com a criança, que teria afirmado não conhecer a vítima e que esta teria sugerido “brincar no coreto” e depois levá-la para casa. Ao confrontar Vitor Fonseca, segundo o depoimento, teria ouvido a expressão: “Eu gosto é da safadeza”.
Após a suposta declaração, o indiciado afirmou ter desferido um soco no queixo da vítima, que caiu entre o meio-fio e o calçamento da via pública, batendo a cabeça.
Ele declarou ainda que, ao perceber que Vitor estava desacordado, pediu para que o irmão fosse até o pronto-socorro do Hospital São Geraldo para solicitar ambulância. O atendimento, segundo relatado, teria ocorrido somente após reiteração do pedido por meio de ligação telefônica.
Família repudia acusações
A família e amigos da vítima Vitor Fonseca emitiram uma nota em que repudiam as acusações feitas pelo agressor em depoimento à Polícia Civil de Nuporanga. Confira na íntegra:
"A família e os amigos de Vítor Fonseca manifestam profunda indignação diante da divulgação do depoimento do agressor, com acusações contra alguém que foi violentamente agredido, estava desacompanhado e, tragicamente, não está mais aqui para se defender.
A interpretação isolada de imagens sem som não pode servir de prova para acusações contra a honra da vítima. Absolutamente nada atenua ou justifica a violência praticada, sob pena de se normalizar a inaceitável ideia de que alguém pode fazer justiça pelas próprias mãos."
Investigação
O caso foi registrado como lesão corporal seguida de morte, e a Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do ocorrido, incluindo a dinâmica da agressão, eventuais testemunhas e demais elementos que possam esclarecer os fatos.
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Comentários
4 Comentários
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marlon 22 horas atrásque desculpinha estranha. logo logo ele cai em contradiçao -
Otávio M. Silveira 1 dia atrasEssa matéria é tendenciosa e injusta. É fácil acusar alguém que não está mais aqui para se defender. Vitor sempre foi uma pessoa gentil, respeitosa e prestativa. Quem o conheceu sabe que essa acusação não condiz com quem ele era. Antes de julgar, é preciso ter responsabilidade e apresentar fatos, não suposições. No mínimo ele estava tentando ajudar em algo e não teve chance nem para se explicar. -
DEBORA NOGUEIRA 1 dia atrasEu era amiga da vítima e eu nunca vi um absurdo desse tamanho. O agressor, assassino, tem voz, e inventa coisas. A vítima está morta e não pode se defender. E ainda é vitimada mesmo depois de morta, com o agressor atacando sua honra. O Vitor jamais faria qualquer coisa a uma criança, ele era uma pessoa do bem, conhecido de todos na cidade. Morreu porque um ignorante não soube conversar 5 minutos para entender que o Vitor era uma pessoa de bem, e agora ainda tripudiam em cima do seu cadáver atacando sua honra. Imprensa faça a sua parte e não dê voz para o acusado, um assassino que devia estar preso! Apurem com as pessoas que estavam no local, conversem com amigos do Vitor para saber de sua índole. -
Roseli 1 dia atrasO que uma criança faz na rua neste horário ? Cadê os pais ?