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SP cria sessões de cinema inclusivas para pessoas com TEA

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Estado sanciona lei para inclusão de pessoas com TEA
Estado sanciona lei para inclusão de pessoas com TEA

Uma nova lei sancionada pelo Governo do Estado de São Paulo promete transformar a experiência cinematográfica para milhares de famílias em todo o território paulista. A norma, publicada na quarta-feira, 4, obriga salas de cinema a oferecer, pelo menos uma vez por mês, sessões especialmente adaptadas às necessidades sensoriais de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares.

Em vez do ambiente tradicional - com luzes totalmente apagadas e som alto -, essas sessões terão luzes parcialmente acesas e volume reduzido, criando um clima mais acolhedor para quem tem sensibilidade sensorial. Além disso, o público poderá entrar e sair da sala livremente, sem constrangimentos durante a exibição.

“A nova lei não apenas abre as portas do cinema, mas também respeita as necessidades de quem vê o mundo de forma diferente”, afirmou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, destacando o compromisso com uma sociedade mais inclusiva.

Identificação e prazo para adaptação

Cada sessão adaptada deverá ser claramente identificada na entrada da sala com o símbolo internacional do espectro autista, facilitando o reconhecimento pelas famílias. As salas de cinema têm 60 dias para se adequarem às novas normas técnicas de acessibilidade e identificação.

O governo estadual vetou apenas um dispositivo da proposta original que proibia publicidades comerciais antes dos filmes, seguindo entendimento jurídico de que a regulação de propaganda é competência da União.

Uma política pública ampla

Essa iniciativa no cinema faz parte de um conjunto mais amplo de ações voltadas à inclusão de pessoas com TEA promovidas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Entre elas, estão:

  • o Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (PEIPTEA), que orienta políticas públicas abrangentes;
  • a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA), com mais de 140 mil emissões, que facilita o acesso a direitos; 
  • espaços como salas de acomodação sensorial em estações de metrô e a expansão do teleatendimento do Centro TEA Paulista, referência em diagnóstico e apoio multidisciplinar.

Por que isso importa?

Para parte das pessoas com autismo, ambientes normais de cinema podem ser desafiadores - ou até inacessíveis - devido a estímulos sensoriais intensos. Essa lei reconhece que adaptar essas experiências não é um “luxo”, mas sim uma questão de igualdade no acesso à cultura e lazer.

A mudança não só amplia o direito ao entretenimento, como também representa um avanço concreto na inclusão social, aproximando espaços de convivência da realidade e das necessidades de famílias que, por décadas, precisaram abrir mão de um programa simples como assistir a um filme juntos.

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