ATÉ 45 ANOS

Araçatuba amplia vacinação contra HPV e inclui novos públicos

Por Wesley Pedrosa | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Agência Brasil
Imunização será estendida temporariamente devido a doses próximas do vencimento
Imunização será estendida temporariamente devido a doses próximas do vencimento

A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba informou, nesta quarta-feira (4), que irá expandir temporariamente a vacinação contra o HPV (papilomavírus humano), passando a atender pessoas com idade entre 9 e 45 anos. A ampliação começa a valer a partir desta quinta-feira (5).

A decisão segue recomendação do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), ligado ao Ministério da Saúde, que orienta municípios a utilizarem doses com prazo de validade inferior a seis meses para evitar desperdícios.

Atualmente, a vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o calendário vacinal para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A imunização é considerada a principal forma de prevenção contra o vírus, especialmente quando associada ao uso de preservativos, que reduzem o risco de transmissão.

Com cerca de 500 doses ainda disponíveis em estoque, a Secretaria de Saúde decidiu ampliar o público-alvo. Pessoas dentro da faixa etária contemplada podem procurar a UBS mais próxima, munidas de documento pessoal e carteira de vacinação.

Segundo dados do SUS (Sistema Único de Saúde), no Brasil, estudos oficiais mostram que a infecção pelo HPV é bastante prevalente entre pessoas sexualmente ativas, com mais da metade das mulheres (54,4%) e cerca de 41,6% dos homens testados apresentando o vírus em áreas genitais, segundo pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde.

Essa alta taxa reforça a importância das campanhas de vacinação e prevenção, já que tipos de HPV de alto risco estão associados a mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero e também podem causar tumores em outras regiões do corpo.

A infecção pelo HPV costuma ser silenciosa e muitas vezes não apresenta sintomas visíveis, podendo permanecer no organismo por meses ou anos sem sinais detectáveis. Quando há manifestações clínicas, elas podem incluir verrugas genitais ou anogenitais, que variam em tamanho e forma.

O tratamento não elimina o vírus, mas foca na remoção ou controle das lesões por meio de métodos indicados por profissionais de saúde, como crioterapia, cauterização ou medicamentos tópicos, conforme avaliação médica. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção.

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