OUTRA VEZ

Mãe relata abalo emocional da filha após vídeo e ataques online

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Laís Bachur/GCN
Central de Polícia Judiciária de Franca investiga o caso
Central de Polícia Judiciária de Franca investiga o caso

A mãe de uma criança que se apresentou em um evento de cultura k-pop realizado no Franca Shopping relatou o abalo emocional vivido pela filha, após a circulação de um vídeo não autorizado nas redes sociais, acompanhado de comentários ofensivos. Segundo a família, a situação ultrapassou a esfera digital e atingiu diretamente o bem-estar da criança.

De acordo com a mãe, a família tentou proteger a filha do conteúdo, evitando que ela tivesse contato com o vídeo. No entanto, colegas da escola comentaram sobre a publicação, o que fez com que a menina tomasse conhecimento da situação. “Ela ficou abalada”, relata a mãe, que afirma que a família tem buscado acolher a criança com diálogo e cuidado. “Estamos conversando bastante, reforçando que ela não fez nada de errado e que muitas pessoas a defenderam.”

A principal preocupação, segundo a família, é que o episódio afete a autoestima da criança e faça com que ela perca o prazer de dançar ou de se expressar em público. “Nosso maior medo é que ela deixe de fazer o que gosta por causa da atitude de adolescentes sem noção”, afirma a mãe.

A indignação da família também se volta ao adolescente responsável pela postagem do vídeo sem autorização, além do risco de que outras crianças passem por situações semelhantes.

Nos comentários da publicação, segundo a mãe, havia mensagens de usuários afirmando que pretendiam comparecer a futuras edições do evento para ver outras crianças “passando vergonha”, o que, para a família, evidencia a normalização do constrangimento e do ataque a menores.

A mãe relata ainda frustração com a postura da organização do evento. Segundo ela, embora tenha sido informada de que o vídeo estava circulando, a resposta recebida foi de que não seria possível controlar quem grava em eventos públicos, sem indicação de medidas adicionais para reforçar a proteção de crianças e adolescentes. “Não vimos uma sinalização clara de que a segurança das crianças será melhorada”, afirma.

Para a família, o caso vai além de um episódio isolado. A mãe diz que a denúncia busca chamar atenção para a responsabilidade coletiva de adultos, organizadores e do público em geral na proteção de crianças em espaços públicos e eventos culturais. “Queremos evitar que outras famílias passem pelo que estamos passando.”

O caso segue sendo apurado pelas autoridades, com base no Boletim de Ocorrência registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária). A família reforça que a intenção não é expor a criança, mas defender seus direitos, preservar sua saúde emocional e garantir que ambientes culturais sejam espaços seguros para a expressão infantil.

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