Professores da rede estadual de ensino de São Paulo aprovaram a realização de uma greve para o mês de abril. A decisão foi tomada em assembleia da categoria organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e integra a campanha denominada “Operação Braços Cruzados”.
O movimento está programado para começar no dia 9 de abril. Nesta primeira data, a orientação do sindicato é que os professores utilizem o dia para mobilização nas escolas, com diálogo com estudantes, pais e demais funcionários sobre as reivindicações da categoria e críticas às políticas educacionais do governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Já no dia 10 de abril, está prevista a realização de uma nova Assembleia Estadual dos Professores. O encontro deverá avaliar a adesão à paralisação e definir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de continuidade da greve.
Segundo o sindicato, a decisão pela paralisação ocorre em resposta ao que classifica como uma “política de desmonte da educação pública”. Entre os principais pontos de reivindicação. está a abertura de negociações salariais e de carreira com o governo estadual.
A categoria também pede a retirada do Projeto de Lei 1316/2025 da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, proposta que, de acordo com a entidade, prevê medidas como o retorno da chamada “falta dia”, avaliações de desempenho consideradas punitivas e a possibilidade de redução salarial por meio de descontos no Adicional de Local de Exercício (ALE).
Outro ponto levantado pelo sindicato é a crítica ao que considera processos de "precarização do ensino". Entre as medidas citadas, estão a militarização de escolas, iniciativas de privatização na rede pública e a expansão do PEI (Programa de Ensino Integral), que, na avaliação da entidade, estaria associada ao aumento da evasão escolar.
A defesa de melhores condições de trabalho para professores e demais profissionais da educação também faz parte da pauta apresentada pela categoria, que afirma buscar a valorização do funcionalismo público e a manutenção de serviços educacionais de qualidade.
Antes do início da paralisação, o sindicato prevê uma série de ações de mobilização. Entre elas, está a chamada Caravana da Educação, que deve percorrer regiões do estado entre 16 de março e 10 de abril para divulgar a campanha em subsedes e meios de comunicação locais.
A entidade também pretende organizar comitês de luta em diferentes regiões para aproximar as reivindicações dos professores de outros movimentos sociais e trabalhadores.
Nas escolas, a orientação é intensificar visitas, panfletagens e a eleição de representantes em cada unidade escolar para fortalecer a mobilização.
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