DECISÃO

Professores da rede estadual aprovam greve para abril em SP

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Assembleia da Apeoesp, realizada nesta semana, que definiu paralisação em abril
Assembleia da Apeoesp, realizada nesta semana, que definiu paralisação em abril

Professores da rede estadual de ensino de São Paulo aprovaram a realização de uma greve para o mês de abril. A decisão foi tomada em assembleia da categoria organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e integra a campanha denominada “Operação Braços Cruzados”.

O movimento está programado para começar no dia 9 de abril. Nesta primeira data, a orientação do sindicato é que os professores utilizem o dia para mobilização nas escolas, com diálogo com estudantes, pais e demais funcionários sobre as reivindicações da categoria e críticas às políticas educacionais do governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Já no dia 10 de abril, está prevista a realização de uma nova Assembleia Estadual dos Professores. O encontro deverá avaliar a adesão à paralisação e definir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de continuidade da greve.

Segundo o sindicato, a decisão pela paralisação ocorre em resposta ao que classifica como uma “política de desmonte da educação pública”. Entre os principais pontos de reivindicação. está a abertura de negociações salariais e de carreira com o governo estadual.

A categoria também pede a retirada do Projeto de Lei 1316/2025 da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, proposta que, de acordo com a entidade, prevê medidas como o retorno da chamada “falta dia”, avaliações de desempenho consideradas punitivas e a possibilidade de redução salarial por meio de descontos no Adicional de Local de Exercício (ALE).

Outro ponto levantado pelo sindicato é a crítica ao que considera processos de "precarização do ensino". Entre as medidas citadas, estão a militarização de escolas, iniciativas de privatização na rede pública e a expansão do PEI (Programa de Ensino Integral), que, na avaliação da entidade, estaria associada ao aumento da evasão escolar.

A defesa de melhores condições de trabalho para professores e demais profissionais da educação também faz parte da pauta apresentada pela categoria, que afirma buscar a valorização do funcionalismo público e a manutenção de serviços educacionais de qualidade.

Antes do início da paralisação, o sindicato prevê uma série de ações de mobilização. Entre elas, está a chamada Caravana da Educação, que deve percorrer regiões do estado entre 16 de março e 10 de abril para divulgar a campanha em subsedes e meios de comunicação locais.

A entidade também pretende organizar comitês de luta em diferentes regiões para aproximar as reivindicações dos professores de outros movimentos sociais e trabalhadores.

Nas escolas, a orientação é intensificar visitas, panfletagens e a eleição de representantes em cada unidade escolar para fortalecer a mobilização.

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