JANEIRO ROXO

Hanseníase: Franca tem dez casos e alerta para manchas na pele

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Agência Brasil/SMS de Mesquita/RJ
Paciente diagnosticado com hanseníase com marcas na pele
Paciente diagnosticado com hanseníase com marcas na pele

Em meio à campanha Janeiro Roxo, Franca mantém, neste início de 2026, dez pacientes em tratamento ativo contra a hanseníase. O dado serve de alerta para uma doença silenciosa que colocou o Brasil em segundo lugar no ranking mundial de novos diagnósticos em 2023, com mais de 22 mil casos, atrás apenas da Índia.

Além dos casos ativos, a Secretaria Municipal de Saúde monitora outros 49 usuários em alta terapêutica. Esses pacientes permanecem em acompanhamento por cinco anos até receberem a alta definitiva, garantindo que a cura seja total e sem recidivas. Para conscientizar a população, o município realizou ações em salas de espera e no Pronto-socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz” durante todo o mês.

O perigo do silêncio: sintomas que não doem

O maior desafio para o controle da doença é o desconhecimento dos sintomas. Diferente de outras infecções, a hanseníase apresenta manchas na pele — claras, avermelhadas ou acastanhadas — que não doem e não coçam.

“Muita gente ignora esses sinais por não sentir dor, mas justamente essa ausência de sensibilidade é um dos alertas mais importantes”, explica a dermatologista Luciana Mazzutti.

Além das manchas, a perda de sensibilidade ao calor, frio ou toque, bem como formigamentos e dormências em mãos e pés, são indicativos cruciais. A médica reforça que, quanto mais cedo o diagnóstico, menores são os riscos de lesões neurológicas e complicações permanentes.

Transmissão e fim do estigma

Apesar de ser cercada por estigmas históricos, a hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A transmissão ocorre apenas por vias respiratórias, através de contato próximo e prolongado com pessoas doentes sem tratamento.

Não há risco de contágio em abraços, toques ou compartilhamento de objetos.

“Hoje sabemos que o tratamento interrompe rapidamente a transmissão e que não há motivo para exclusão social. Informação é uma das principais ferramentas de enfrentamento”, afirma Luciana.

Tratamento e recuperação

O tratamento dura, na maioria dos casos, de seis meses a um ano. A estratégia de saúde inclui também a busca ativa, avaliando familiares e pessoas que convivem com o paciente diagnosticado para detectar infecções em estágio inicial.

Qualquer pessoa que perceba manchas com alteração de sensibilidade deve procurar imediatamente uma UBS (Unidade Básica de Saúde).

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