EM INVESTIGAÇÃO

Família espera respostas sobre morte de Fernanda no 'esqueleto'

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Laís Bachur/GCN
Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, foi encontrada caída dentro do conhecido 'esqueleto'
Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, foi encontrada caída dentro do conhecido 'esqueleto'

A família de Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, ainda aguarda um posicionamento oficial sobre a causa da morte da mulher, encontrada caída dentro do conhecido “esqueleto”, no Jardim Lima, em Franca, no último domingo,18.

Segundo as informações apuradas, Fernanda foi localizada no interior do prédio abandonado, caída em um dos pavimentos da estrutura. A principal linha de investigação aponta para a hipótese de queda de altura, mas até o momento não há confirmação se o ocorrido foi acidental ou se existe a possibilidade de ação criminosa, como um empurrão. A Polícia Civil investiga como se deu a morte.

A família afirma que ainda não recebeu uma explicação clara sobre como a morte aconteceu. A investigação segue em andamento e depende de laudos técnicos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

A irmã da vítima, Cristina Galinto, relatou que Fernanda enfrentava problemas com dependência química e havia passado por diversas internações ao longo dos anos. Apesar disso, segundo ela, Fernanda contava com o apoio da família e não vivia completamente desamparada. Os familiares tentaram ajudá-la repetidas vezes, mas não conseguiram mantê-la afastada da rua de forma definitiva.

Cristina contou ainda que Fernanda costumava frequentar a região central de Franca e vivia em situação de vulnerabilidade. Em um relato emocionado, afirmou que chegou a procurar traficantes que vendiam drogas para a irmã, implorando para que parassem de agredi-la.

“Eu mesma pedi para que eles parassem de bater na minha irmã. Eles diziam que ela falava muito. Nós tentamos, tentamos muito ajudar ela”, desabafou.

Fernanda teve quatro gestações. Três de seus filhos ficaram sob os cuidados da família, enquanto os gêmeos da última gestação foram adotados. A família mora em Franca há cerca de 20 anos, mas é natural da capital paulista.

A Polícia Científica realizou a perícia no local onde o corpo foi encontrado. Após os trabalhos técnicos, o corpo foi recolhido por uma funerária e encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde exames deverão apontar a causa exata da morte.

Nas redes sociais, Cristina publicou uma homenagem emocionante à irmã. Em um vídeo com fotos de Fernanda ao lado da família, ao som da música “Não Quero Ver Você Triste Assim”, de Erasmo Carlos e Marisa Monte, ela escreveu uma mensagem de despedida:

“Te pedi tanto, Fê, tenha esperança. Quantas vezes cantei essa música pra você. Você me via e já vinha cantando, sempre me abraçava. Eu te amo tanto. Você era minha companheira de balada, de filmes, de madrugadas de insônia. Uma pessoa tão carinhosa e sensível. Que saudade de rir até chorar com você, de dançar nosso forrozinho, de tudo que vivemos. Um pedaço da minha história se foi com você. Essa Fê vai sempre estar viva em mim. Descansa de tudo que foi ruim. Amo você para sempre.”

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Comentários

1 Comentários

  • Paulo Santos Garcia 22/01/2026
    Franca está infestada de droga, biqueiras pra todo lado, cheio de viciados e mendigos por todo lado, tá terrível, e ainda tem pessoas que defendem liberação dessas porcarias. O Prefeito nada faz pra combater isso e o povo continua votando no mesmo.