ODOR E COR ESTRANHOS

Prefeitura suspende entrega de cachorros-quentes em aniversário

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Google/Reprodução
Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo informou que segue colaborando com os órgãos competentes para o total esclarecimento dos fatos
Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo informou que segue colaborando com os órgãos competentes para o total esclarecimento dos fatos

Santa Cruz do Rio Pardo - A Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) suspendeu, nesta terça-feira (20), a entrega de cachorros-quentes à população que seria feita durante a celebração do aniversário de 156 anos da cidade. De acordo com o Executivo, a equipe de colaboradores da Secretaria de Turismo que realizava a distribuição, além de dois munícipes, teriam identificado "indícios de irregularidade perceptíveis por meio do odor e da coloração dos alimentos".

De acordo com a administração, durante a festa, estava prevista a entrega de 4 mil cachorrinhos-quentes aos moradores. "No período da manhã, foram recebidas duas caixas do produto. A primeira foi distribuída e consumida normalmente, sem qualquer intercorrência. Entretanto, ao iniciar a abertura da segunda caixa, a equipe de colaboradores da Secretaria de Turismo e, simultaneamente, duas reclamações por parte de munícipes, identificaram indícios de irregularidade perceptíveis por meio do odor e da coloração dos alimentos", informa em nota.

"Diante da situação, o secretário responsável pela pasta determinou imediatamente a suspensão da distribuição e acionou a Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Saúde. Após a fiscalização, os produtos foram inutilizados, e o fornecedor foi notificado, tendo seu estabelecimento interditado no início desta noite pela Vigilância Sanitária", completa.

A prefeitura explica que o fornecimento do serviço ocorreu por meio de dispensa de licitação, com a realização de cinco cotações. "Os valores apresentados foram os seguintes: fornecedor 'A', R$ 2,00 por unidade; fornecedor 'B', R$ 2,95; fornecedor 'C', R$ 3,00; fornecedor 'D', R$ 4,99; e fornecedor 'E', R$ 7,00 por unidade", diz.

"O fornecedor 'A', que apresentou o menor preço, declinou da proposta por não atender às exigências administrativas no momento, em razão de certidão positiva de débitos e ausência de condições imediatas de regularização. Diante dos princípios que vinculam a administração pública, o fornecedor classificado em segundo lugar foi acionado, comprometendo-se a cumprir integralmente as exigências previstas".

Ainda conforme o Executivo, durante a fiscalização, também foi constatado que o produto entregue não continha itens previstos, como bacon e calabresa, além de divergências na quantidade informada, reforçando as irregularidades identificadas.

"A Prefeitura reafirma que agiu de forma rápida, responsável e transparente, priorizando a segurança alimentar e a saúde da população, e segue colaborando com os órgãos competentes para o total esclarecimento dos fatos", declara. "Informamos que, até o momento, não existe nenhum registro de atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) relacionado ao fato".

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