Uma diretora de escola infantil de Patrocínio Paulista, a 20 km de Franca, foi afastada de suas atividades após denúncias de ter se omitido sobre casos de estupro de vulnerável que estariam acontecendo dentro da instituição.
O promotor de Justiça Túlio Vinícius Rosa foi o responsável por protocolar a ação e afirma que um aluno de 5 anos teria violado a dignidade sexual de suas colegas de turma, que levaram o ocorrido aos seus responsáveis.
Ainda segundo o Ministério Público, o menino disse reproduzir nas meninas o que via o tio fazer com sua irmã, sugerindo um crime ocorrendo dentro de sua casa, de um adulto contra uma criança. A denúncia sustenta que a direção da escola tomou conhecimento do fato e, mesmo assim, não teria tomado quaisquer medidas.
No desenrolar da ação, é explicado que, mesmo com ciência dos fatos, os episódios continuaram, visto que a escola não tomou nenhuma providência. A inércia da diretora foi crucial para o protocolo da ação.
De acordo com a denúncia, a intervenção só foi tomada quando a mãe de uma das crianças procurou diretamente a Secretaria Municipal de Educação e contou o que vinha acontecendo.
Inicialmente, a petição do promotor Túlio Rosa requereu que a diretora afastada e o Município de Patrocínio Paulista sejam condenados ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, em valor não inferior a R$ 500 mil, e indenização por danos morais individuais em favor das crianças vitimadas, em valor não inferior a R$ 100 mil.
Procurado, o promotor responsável pela ação não quis dar mais detalhes da investigação. Segundo ele, o caso corre em segredo de Justiça em razão da sensibilidade das informações.
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