O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca iniciou as negociações com a Prefeitura para o reajuste salarial da categoria. O próximo passo será a assembleia geral marcada para sexta-feira, 23, quando os servidores irão deliberar sobre a pauta de reivindicações construída ao longo das últimas semanas.
Segundo o presidente do sindicato, Samuel Gomide, o trabalho em torno da negociação coletiva vem sendo desenvolvido desde julho do ano passado, com atuação direta da entidade nas discussões das peças orçamentárias do município - PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual).
Em dezembro, o sindicato formalizou o início da negociação coletiva com o Executivo municipal. Ainda no dia 29 do mês passado, o sindicato recebeu uma ligação da Prefeitura solicitando uma reunião, realizada em 9 de janeiro.
O encontro contou com a presença do prefeito Alexandre Ferreira (MDB), além do procurador municipal Eduardo Campanaro; da secretária municipal de Finanças, Neide Lopes; e do secretário de Administração e Recursos Humanos, Petersson Faciroli, marcando, segundo a entidade, a retomada do diálogo direto com a administração, "algo que não ocorria há anos".
O sindicato estruturou uma Comissão de Negociação Coletiva, responsável por conduzir o processo. Nesta semana, a entidade realiza a quarta reunião oficial com foco nas demandas da categoria.
Outro ponto destacado foi a articulação com o Legislativo. O sindicato participou de uma reunião com a Frente Parlamentar da Câmara Municipal nesta segunda, 19, criada para acompanhar o processo de negociação coletiva.
Na última sexta-feira, o sindicato promoveu uma plenária com participação dos servidores, voltada à construção da pauta de reivindicações. De acordo com Samuel Gomide, a atividade foi considerada produtiva e fundamental para garantir que as propostas apresentadas estejam conectadas à realidade da base.
Durante a plenária, o presidente reforçou a importância da unidade da categoria e fez um alerta sobre ataques e divisões entre trabalhadores, tanto nas redes sociais quanto nos ambientes de trabalho.
“Nada do que foi construído aqui faz sentido sem união. O sindicato não é a diretoria, não é um prédio. O sindicato somos nós, coletivamente. Ataques entre trabalhadores enfraquecem a nossa luta”, afirmou Samuel.
A assembleia geral da próxima sexta-feira, 23, às 18h30, na sede do sindicato, terá como objetivo a apresentação e aprovação da pauta final.
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