FAMÍLIA PEDE AJUDA

Síndrome rara deixa bebê internado em estado grave no HC

Por Laís Bachur | de Franca
| Tempo de leitura: 2 min
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O estado de saúde de Miguel se agravou nos últimos dias, e ele permanece internado em condição considerada delicada, sob cuidados intensivos
O estado de saúde de Miguel se agravou nos últimos dias, e ele permanece internado em condição considerada delicada, sob cuidados intensivos

O silêncio dos corredores do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto contrasta com a luta diária travada por um bebê de apenas 6 meses. Miguel Poderini, morador de Ribeirão Corrente, na região de Franca, enfrenta um dos momentos mais delicados de sua curta vida. O estado de saúde se agravou nos últimos dias, e ele permanece internado em condição considerada delicada, sob cuidados intensivos.

Miguel foi diagnosticado com a Síndrome de West, uma doença neurológica rara e grave, que provoca crises convulsivas intensas e repetidas. Para tentar conter os episódios, a equipe médica precisou sedá-lo, medida necessária para preservar o organismo ainda frágil do bebê. Atualmente, Miguel depende de traqueostomia para respirar e de sonda alimentar para receber nutrição.

A síndrome, que atinge principalmente bebês e crianças pequenas, compromete diretamente o desenvolvimento motor e cognitivo. Os espasmos, muitas vezes sutis, surgem de forma inesperada e constante, enquanto o cérebro apresenta um padrão desorganizado de atividade elétrica. O tratamento precisa ser rápido e eficaz para reduzir sequelas, mas, no caso de Miguel, o tempo se tornou um adversário implacável.

Segundo a família, uma cirurgia considerada essencial foi indicada para conter a progressão da doença. No entanto, o procedimento ainda não tem previsão de realização pelo sistema público, o que aumenta a angústia e o medo a cada dia de espera. A condição é progressiva, e o atraso pode trazer consequências irreversíveis.

“Cada dia é uma luta. Cada hora, uma incerteza”, desabafa Elisa Poderini, tia do bebê. Emocionada, ela relata que o quadro clínico piorou de forma rápida, tornando os cuidados ainda mais complexos. “Hoje volto a pedir ajuda porque a situação se agravou muito. O Miguel já está com traqueo, com sonda para se alimentar. O desespero é enorme”, afirma.

A família segue mobilizada em uma campanha de arrecadação, que se tornou a única esperança para viabilizar a cirurgia, além de garantir medicamentos e a estrutura necessária para os cuidados contínuos. Parte do valor já foi arrecadada por meio de uma plataforma online, que permite doações via PIX, neste link, mas o montante ainda está longe do necessário.

Entre o cansaço e a dor, Elisa admite a dificuldade de continuar pedindo ajuda. “A gente fica com vergonha de insistir, de pedir mais. Mas o tempo não está a favor dele”, conclui.

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