EM FRANCA

Empresário denuncia loja do Centro por estelionato e injúria

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
GCN
Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Franca
Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Franca

Um empresário de 39 anos registrou um boletim de ocorrência na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca para investigar os crimes de estelionato e injúria racial ocorridos dentro de uma loja de telefonia, localizada na rua Major Claudiano, no Centro da cidade.

A vítima procurou a delegacia após, segundo ela, passar por uma situação de constrangimento e preconceito enquanto tentava resolver um problema administrativo na agência.

A cobrança indevida

De acordo com o registro policial, a vítima descobriu duas faturas em aberto em seu nome — nos valores de R$ 43,00 e R$ 31,89 — referentes a um plano de celular que ele afirma nunca ter contratado. O empresário, que declara ter todas as suas contas em dia, já havia registrado um boletim de ocorrência anterior, em 2024, pelo mesmo motivo: o uso indevido de seus dados para abertura de contas fraudulentas.

Ao dirigir-se à loja física para contestar a cobrança, a situação escalou. Segundo o boletim de ocorrência, durante a conversa, o gerente do estabelecimento teria ordenado a uma funcionária que chamasse a segurança. A justificativa usada pelo gerente, segundo o relato da vítima à polícia, foi a presença de "outro neguinho dando trabalho" no local.

O empresário desabafou sobre o episódio. "Sou negro, empresário, graças a Deus minhas contas estão todas em dia e não devo nada para a empresa. Só fui reclamar de um plano que foi feito em meu nome em São Paulo. O gerente, ignorante, falou para chamar a segurança. Senti-me humilhado com a situação, pois não devo e ainda fui chamado de 'neguinho'".

Desdobramentos

Após o episódio, a vítima registrou o caso na Polícia Civil e abriu uma reclamação no Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor). A vítima informou ainda que a operadora entrou em contato posteriormente por mensagem, pedindo desculpas e comunicando o cancelamento das dívidas indevidas, mas o dano moral pela ofensa permaneceu.

O caso foi registrado como crime consumado de estelionato e injúria. A vítima foi orientada pela autoridade policial quanto ao prazo de seis meses para oferecer queixa-crime contra o autor.

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