Um caso chocante registrado em Ribeirão Preto, a 90 km de Franca, teve um alívio nesta virada de ano. O pai biológico da menina de 3 anos, cujos mãe e padrasto foram presos suspeitos de estupro de vulnerável contra a criança, conseguiu na Justiça a guarda provisória da filha.
A menina, que estava em um abrigo sob cuidados do Conselho Tutelar desde a prisão do casal em 10 de dezembro, foi levada pelo pai para Paranapanema (SP) na última quarta-feira, 31, véspera de Ano Novo. O pai ainda irá tentar na Justiça a guarda definitiva da menina.
A denúncia do amante
A mãe Leiliane Vitória Oliva Coelho, 22 anos, vivia com o padrasto da criança, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, 23 anos, e mantinha um relacionamento extraconjugal com um outro homem.
O caso veio à tona graças à denúncia feita pelo amante da mãe da criança. Ele relatou à polícia que mantinha um relacionamento de seis meses com Leiliane e começou a desconfiar do comportamento da menina.
Segundo ele, a criança tinha pesadelos e acordava assustada repetindo a palavra "para". O padrasto insistia em não levar a menina para a creche, para cuidar dela sozinho. E, ao mexer no celular de Leiliane, o amante encontrou vídeos e conversas que indicavam os abusos e acionou a polícia.
O que dizem os presos
Em entrevistas e depoimentos, o casal tentou justificar os atos. Andrey alegou que as mensagens e vídeos eram "fantasias sexuais" e negou o ato físico. "A gente não estuprou uma criança, a gente acabou nem tocando nela (...) Sei que foi um erro gigantesco."
Já a mãe, Leiliane, demonstrou resignação sobre a prisão. "Eu amo a minha filha, não sei o que deu em mim. Um vídeo estragou tudo (...) Eu mereço tudo o que vier."
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