Quatro jovens de Minas Gerais, que estavam em Santa Catarina, foram encontrados mortos após sete dias desaparecidos na Grande Florianópolis. Os jovens buscavam emprego na nova localidade, e três deles eram de Guaxupé (MG), a 155 km de Franca, e Guaranésia (MG), a 143 km. Os corpos estavam amarrados e foram localizados às margens de uma estrada em Biguaçu (SC), no último sábado, 3, com a identificação confirmada pela Polícia Científica nesse domingo, 4.
As vítimas são Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos de 28 anos; Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos; e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos. O grupo morava junto em um apartamento no bairro Barreiros, em São José (SC), e foi visto pela última vez na madrugada de 28 de dezembro, quando câmeras de segurança registraram os quatro deixando o prédio onde residiam.
Horas depois, imagens mostram dois dos jovens próximos ao imóvel, mas não houve novos registros do grupo. Familiares passaram a se preocupar após a perda de contato telefônico, e o desaparecimento foi formalizado quando um vizinho notou que o apartamento permanecia aberto por dias.
No local onde os jovens moravam, a situação indicava uma saída rápida. A porta estava destrancada, janelas abertas, havia comida sobre o fogão e pertences pessoais, incluindo celulares e carregadores, continuavam no imóvel. Nenhum sinal de arrombamento foi identificado.
Os corpos foram encontrados após a Polícia Militar receber uma denúncia sobre vítimas abandonadas às margens de uma estrada no bairro Fundos, em Biguaçu. No local, os policiais constataram que os quatro estavam amarrados e em avançado estado de decomposição. As polícias Civil e Científica foram acionadas para os trabalhos de perícia. As causas das mortes não foram divulgadas.
Segundo familiares, os jovens chegaram a Santa Catarina entre os meses de outubro e dezembro. Guilherme estava na região havia cerca de 20 dias e tinha um emprego garantido para começar nesta segunda-feira, 5. Os demais já estavam no estado havia aproximadamente dois meses.
Após a liberação pelo IML (Instituto Médico Legal) de Florianópolis, os corpos começaram a ser transladados para Minas Gerais. Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva foram para Guaxupé, enquanto Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira foram para Guaranésia.
A investigação segue sob a responsabilidade da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. A polícia informou que nenhuma hipótese foi descartada até o momento e que novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
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Comentários
1 Comentários
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EDUARDO TOZZI BONILHA 3 dias atrásQue absurdo! Nunca vou deixar de me indignar com a violência humana.