A família atropelada por um motorista embriagado na avenida Brasil, no Jardim Brasilândia, em Franca, falou com exclusividade ao portal GCN/Sampi na última terça-feira, 30, e atualizou o estado de saúde das vítimas. O acidente aconteceu na noite de domingo, dia 28, e deixou dois adultos e três crianças feridos.
Segundo informações do boletim de ocorrência, um auxiliar de laboratório, de 40 anos, dirigia sob efeito de álcool quando atingiu a família. A mulher estava com um bebê de apenas 1 ano no colo no momento do atropelamento. Os outros dois filhos, de 3 e 5 anos, foram arremessados com o impacto.
A mulher e o marido foram os mais gravemente feridos. O homem bateu forte com a cabeça no chão e chegou a ficar desacordado no meio da pista. Ele sofreu ferimentos na cabeça e teve o pulso torcido e deslocado. “Ele bateu muito forte a cabeça e chegou a desmaiar”, relatou a irmã da vítima Juliana Contini.
A mulher sofreu fraturas no braço esquerdo e na perna direita, além de diversas escoriações pelo corpo. Ela não consegue andar nem se movimentar sozinha. “Minha irmã não consegue nem se levantar. Precisa de três pessoas para levá-la até o banheiro”, contou a familiar.
As três crianças, apesar do susto, estão fora de perigo. “Graças a Deus, as crianças estão bem. Estão muito assustadas, com escoriações e dores pelo corpo”, disse a tia.
O casal é autônomo. Ele trabalha como eletricista e ela é costureira. Com os ferimentos, ambos estão impossibilitados de trabalhar, o que agrava ainda mais a situação da família. “Eles são autônomos e agora estão os dois sem poder trabalhar”, explicou a irmã da vítima.
De acordo com os médicos, foi informado nesta terça-feira, 30, que a mulher precisará passar por cirurgia. A previsão é que a recuperação completa da perna e do braço leve um ano ou até mais, dependendo da resposta do organismo. O marido segue com a mão muito inchada e em recuperação.
Além da dor física, a situação emocional também é delicada. A mulher amamentava o bebê de um ano, mas precisou interromper a amamentação por causa dos medicamentos. “O bebê quer ela o tempo todo, mas ela não consegue se mexer. E ainda teve que parar de amamentar”, desabafou a irmã.
O acidente
Segundo a polícia, o motorista apresentava sinais claros de embriaguez, como cheiro forte de álcool, fala enrolada, olhos vermelhos e dificuldade para ficar em pé. Ele admitiu ter bebido, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Apesar da gravidade do caso, o acusado não permanecerá preso. Ele passou por audiência de custódia, pagou fiança no valor de um salário mínimo e será liberado. “Recebemos a informação de que ele pagará a fiança e será solto. Nossa Justiça é falha. Enquanto isso, minha irmã vai precisar passar por cirurgia”, lamentou a tia das crianças.
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