DOR E INDIGNAÇÃO

Mãe vai a hospital fazer exame e descobre morte de filha

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Francieli de Souza tinha 28 anos e deixa três filhos
Francieli de Souza tinha 28 anos e deixa três filhos

Rosária Santos de Souza, de 52 anos, busca entender as circunstâncias que levaram à morte de sua filha, Francieli Souza Lima, de 28 anos, no dia 9 de março, um domingo, em Patrocínio Paulista. A família ficou sabendo do óbito no dia seguinte, quando Rosária foi ao hospital fazer um exame.

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem se dirigiu à unidade de pronto-socorro da Santa Casa de Patrocínio na manhã do dia 9, em busca de atendimento médico por uma causa não identificada. Após ser medicada, ela foi liberada. Horas depois, ela morreu.

O marido relatou aos policiais que, após o atendimento no domingo de manhã, ele e Francieli se encontraram com amigos, na casa de um deles. Disse também que a mulher teria consumido uma grande quantidade de drogas na noite anterior à sua morte.

O homem informou ainda que foi para casa e Francieli ficou na residência do amigo, onde foi encontrada desfalecida no sofá. A família foi informada de que a vítima chegou ao hospital, nesta segunda vez, com os lábios roxos.

O médico responsável pelo caso apontou que a causa provável do óbito tenha sido uma overdose, decorrente do uso excessivo de substâncias entorpecentes, mas o atestado de óbito aponta a causa da morte como inconclusiva.

Filha disse que iria à casa da mãe

Segundo Rosária Santos de Souza, sua filha Francieli saiu de casa de manhã em direção à Santa Casa de Patrocínio Paulista em busca de atendimento. Após a consulta, teria passado na casa da mãe para visitá-la e descansar. Rosária conta que a filha havia lhe avisado que voltaria à casa da mãe naquela tarde para visitar um de seus filhos, que estava sob os cuidados da avó. Contudo, como Francieli não apareceu, Rosária e seu marido começaram a procurá-la.

Nesse intervalo de tempo, da saída da casa da mãe até ser levada de volta para a Santa Casa, Francieli e o marido foram até a casa de um amigo. O marido de Francieli relatou à polícia que ela teria dormido no sofá da residência desse amigo. Ele a teria deixado lá e voltado para casa.

O primeiro lugar que Rosária e o marido decidiram procurar foi justamente a casa onde a filha morava com o companheiro. Chegando lá, avistaram pela janela o genro deitado no chão, dormindo profundamente. Sem notícias de Francieli e sem conseguir contato por telefone, o casal decidiu sair pelas ruas da cidade em busca dela, sem sucesso.

O marido de Francieli, ao voltar à casa do amigo, encontrou a vítima já sem sinais vitais no sofá.

Mãe descobre morte da filha por acaso 

Foi somente na segunda-feira que Rosária soube da notícia de que sua filha havia morrido.

“Eu fui para a Santa Casa para fazer um exame que estava marcado para aquele dia. Cheguei por volta das sete horas da manhã, e até aquele momento, eu não sabia de nada que tinha acontecido com minha filha", narrou Rosária.

Após a descoberta, vieram a dor e a indignação. "Fiquei em choque, pois ninguém da família (do marido de Francieli), nem a polícia, nem a Santa Casa, me avisaram sobre o que havia ocorrido. Eu não sabia por que minha filha estava morta", contou a mãe.

"Foi só lá, na Santa Casa, que fui começar a descobrir a tragédia. Um parente foi informando os outros, buscando o pai e o irmão no trabalho. Todos nós ficamos sem acreditar no que estava acontecendo, querendo saber o que realmente tinha ocorrido com minha filha, o motivo de sua morte”, relatou.

Busca pela verdade

Além da dor de não ter podido estar ao lado da filha, a mãe busca a verdade sobre o que realmente aconteceu. “Eu preciso saber o que realmente aconteceu com minha filha. Eu não acredito que tenha sido morte natural; ou ela foi espancada, ou pode ter sido negligência da médica que a atendeu. Fiquei sabendo que ela chorou muito para ser atendida pelo médico, mas demoraram para dar atenção a ela. Quando finalmente foi atendida, deram algo na veia dela e depois a liberaram. Então, há muitas perguntas sem respostas”, desabafou Rosária, emocionada.

Francieli deixa três filhos, de 10, 9 e 7 anos de idade.

A reportagem do Portal GCN/Sampi fez contato com a assessoria da Santa Casa de Patrocínio Paulista para esclarecimento do caso, porém, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

O caso segue sendo investigado pela polícia do município.

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Comentários

1 Comentários

  • . 18/03/2025
    Ah pelo amor de Deus gente. A causa já está dita aí: uso de entorpecentes. O povo enche o ra.. de drogas e quer o quê??!