O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) realiza nesta semana, no Vale do Paraíba, duas audiências públicas para apresentar o Rima (Relatório de Impacto Ambiental) da Usina Termoelétrica São Paulo, projeto de termelétrica que pretende se instalar em Caçapava.
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Os encontros servirão para tirar dúvidas e colher críticas e sugestões sobre o projeto, que prevê a instalação de uma usina para geração de energia a partir de gás natural, com potência instalada de até 1.743,8 MW.
O projeto divide opiniões e é critica por ambientalistas da região, que apontam suposta ameaça ao meio ambiente e problemas de poluição.
As audiências serão realizadas nesta terça-feira (2), às 19h, no auditório da sede do Grêmio Recreativo Nestlé, no bairro Vera Cruz, em Caçapava, e na próxima quinta-feira (4), às 19h, no auditório do Hotel Nacional Inn, no Jardim Oswaldo Cruz, em São José dos Campos.
Documentos sobre o projeto podem ser acessados em página do Ibama (CLIQUE AQUI).
DEBATES.
Na audiência pública, o Ibama vai apresentar o estado do processo de licenciamento ambiental do empreendimento.
Na sequência, será realizada uma apresentação dos técnicos da Usina Termoelétrica São Paulo, que darão maiores detalhes sobre o empreendimento e seus objetivos, seguida pela consultoria ambiental responsável pela elaboração do EIA/Rima apresentado ao Ibama. Na sequência, haverá a abertura de questionamentos à comunidade.
Os encontros serão realizados após a Justiça ter suspendido o licenciamento ambiental e a audiência pública marcada para 31 de janeiro deste ano, em Caçapava.
A sentença atendeu pedido do MPF (Ministério Público Federal), que moveu ação civil pública pedindo a suspensão do procedimento administrativo devido a irregularidades no processo de licenciamento e na ausência de uma certidão de uso e ocupação do solo atualizada.
NEGÓCIO.
O negócio é classificado como a “maior termelétrica em potência do Brasil”, que pode ser instalada em área de 260 mil metros quadrados, correspondente a 26 hectares -- cada hectare tem o tamanho de um campo de futebol.
O investimento previsto é de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), com geração de até 2.000 postos de trabalho na fase de obras e mais de 100 empregos diretos e indiretos, com previsão de contratação massiva na cidade de Caçapava.
A usina terá capacidade para a geração de 1,74 GW, volume superior ao de qualquer unidade desse gênero em funcionamento na América Latina. A energia será produzida a partir da queima de gás natural, com elevado potencial de impacto sobre o Vale do Paraíba, segundo a avaliação do MPF.
“Além de causar danos climáticos e atmosféricos pelo uso de combustíveis fósseis, termelétricas necessitam de grande quantidade de água nas operações, o que ameaça as fontes de abastecimento da população nas regiões onde estão instaladas”, informou o órgão, em nota.
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