FUTEBOL

Franca 200 anos: Zé Mauro, o 'Deus da raça' da Francana

O ex-jogador é reverenciado até por torcedores esmeraldinos que não o viram jogar.

Por Guilherme Faber | 05/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Reprodução

Zé Mauro vive hoje nos Estados Unidos
Zé Mauro vive hoje nos Estados Unidos

Ao longo da sua história bicentenária, a cidade de Franca ganhou reconhecimento pelo mundo todo como “Capital do Basquete Brasileiro”. A diferença é que o povo francano já foi feliz no futebol, com a contribuição do ex-zagueiro Zé Mauro, o "Deus da raça" da Francana. E essa alegria foi retomada neste ano, com o acesso da Veterana para a Série A3 do Campeonato Paulista e disputa do título da Série A4, no próximo domingo, 12, contra o Rio Branco, de Americana, no "Lanchão".

A trajetória do Zé Mauro nos campos 
Nascido em 14 de março de 1953 em Franca, Zé Mauro iniciou a sua carreira no juvenil do Palmeiras da rua Santos Pereira, depois despontou em uma seleção da cidade, realizou alguns treinamentos na Vila Belmiro e regressou para Franca, com a sua contratação para Veterana em 1976.

O então novato defensor amargou revés com o manto alviverde. Ele sentiu a desclassificação para o quadrangular final da Intermediária (Atual A2 do Campeonato Paulista). Ainda assim, foi mantido para 1977, momento em que viveu a era gloriosa do clube.

Não importava se era o Boca ou Silva na zaga, mas a presença do Zé Mauro era certa. Ciente de uma carência técnica, Zé compensou a sua atuação com muita garra nas quatro linhas, característica que agradou os adeptos da Francana.

"Eu fazia essa combinação de raça e técnica quando jogava ao lado do Silva ou Boca. Por isso que deu certo. Foi assim que nós conseguimos chegar ao nosso objetivo", disse Zé Mauro, em entrevista exclusiva ao GCN/Sampi.

O segundo lugar da Francana na Série Brigadeiro Jerônimo Bastos a classificou para fase final no Grupo dos Vencedores e tanto título quanto acesso foram confirmados em 4 de dezembro de 1977, com a vitória alviverde por 2 a 0 em cima do Araçatuba, no Lancha Filho, diante de 22 mil pessoas.

Zé Mauro jogou essa partida histórica ao lado de Geninho, Gaspar, Boca, Eraldo, Renê, Zé Antônio, Marinho, Antenor, Delém e Assis. “Você passa pela cidade vazia, mas com o Lanchão lotado. Particularmente, me deu uma vontade maior de começar esse jogo rápido”, relembrou.

Depois dessa conquista, Zé vestiu as cores da Francana na elite do Paulista entre 1978 e 1982, no Campeonato Brasileiro de 1979 e o seu último ano pelo clube da Simão Caleiro foi em 1988. Também passou por Caxias-RS, Paulista-SP, Paysandu e Novo Hamburgo.

O ciclo depois da chuteiras
Com a carreira de jogador encerrada em 1989, graduou-se em Educação Física, foi técnico da Francana em 1991 e no ano seguinte partiu para os Estados Unidos, onde vive atualmente, em Boston. Ele concilia os seus trabalhos em uma companhia de alimentação e em um colégio, como instrutor de futebol.

“Terminei a faculdade, e foi útil quando vim para os Estados Unidos. Não era essa minha intenção de chegar aqui e usar a minha profissão de educador físico, mas me deu uma força danada e completei 15 anos que trabalho nessa escola”, concluiu Zé Mauro.

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