DIA DA MULHER

Viúva e mãe de 4 filhos, francana enfrenta desafio de ser entregadora de delivery

Por Igor Araújo | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Rede Social
Maria Cristina de Oliveira Machado, de 37 anos, enfrenta desafios diários enquanto trabalha com entregas
Maria Cristina de Oliveira Machado, de 37 anos, enfrenta desafios diários enquanto trabalha com entregas

Neste mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, uma mãe, guerreira, batalhadora que trabalha como entregadora de delivery de bebidas mostra que não existe gênero para o trabalho. Ela é prova de que trabalhar como entregador de delivery também é coisa para mulheres.

Maria Cristina de Oliveira Machado, de 37 anos, tem quatro filhos e ficou viúva há seis anos. Com os quatro filhos para criar - Maria Clara, de 13 anos, Maria Eduarda, de 9 anos, Matheus, de 7 anos, e Miguel, de 3 anos -, Maria Cristina assumiu múltiplos papéis em sua vida. Além de ser mãe dedicada, ela é dona de casa, empreendedora e entregadora de delivery para sustentar sua família.

Sua jornada começou em novembro de 2023, quando ela decidiu iniciar um trabalho de entregas. Após perder o emprego, viu nessa oportunidade uma maneira de garantir seu sustento. "Fiquei desempregada e vi ali uma oportunidade de ganhar meu sustento e fui com a moto, bag e a coragem", relembra Maria Cristina.

Sua rotina diária é uma verdadeira maratona. Maria Cristina acorda às 5h30 da manhã para arrumar as crianças e levá-las à escola. Em seguida, volta para casa para preparar bolos, pamonhas e cural, como parte de seu trabalho autônomo. Depois de pronto, ela divulga seus produtos nas redes sociais, sob o nome "Pamonha da Cris".

Às 11h20, busca um casal na escola e começa suas entregas. "Às 17h já vou onde eu presto serviço, e aí fico fazendo as entregas até 23h30, quando vou embora descansar pra outro dia".

Apesar dos desafios e dos perigos que enfrenta nas ruas, Maria Cristina vê sua profissão como uma forma de superar estereótipos de gênero e provar que as mulheres podem fazer qualquer coisa.

"Acho que mulher pode exercer sim, por mais que seja uma profissão perigosa. Pois estamos sujeitos a acidente de trânsito, chuva e agora os caramelos (cachorros)... É cada situação. Mas eu acho uma profissão desafiadora, porque ainda na cabeça de muitos existe o que é trabalho de homem e o de mulher. Em muitas das vezes, ainda o pessoal olha tipo 'É mulher!'. Mas é isso aí, temos que correr atrás do nosso sustento", afirmou.

Apesar das dificuldades, Maria Cristina encontra forças para seguir em frente. "Eu fiquei viúva há seis anos. Tenho meus filhos, estou sozinha no momento. Então, tenho que correr atrás e batalhar pra cuidar das crianças."

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