NOSSAS LETRAS

Cidade-forte

Por Mirto Felipin | especial para o GCN
| Tempo de leitura: 1 min

Baseado em minha observação da festa de São João em 1974 em São João da Fortaleza (MG). Beijos Mônica, Terezinha, Zezinho, João, Lola, Cidinha e grande elenco.

Eles chegaram por todos os lados
Alguns sorridentes, outros calados
Trazendo serpentes, baralhos e dados
Mulheres videntes, gigantes, pirralhos.

Espalharam o jogo como epidemia
Venderam o futuro da astrologia
Fizeram xaropes que curam anemia
Previram a sorte, dando garantia.

Na praça as lonas de cores francesas
Vendendo alegrias, rompendo tristezas
Acorda a cidade, triste fortaleza
Dos males da idade, esclerose indefesa.

A cartomante semeia demente
Soluções para o burgo doente
Que se acha forte e potente
Na torre do templo imponente.

E pela noite soam risadas
Das ciganas de saias rodadas
Que dançam pelas calçadas
E bebem bebidas rosadas.

Mas da torre prepotente
Doze batidas estridentes
Acabam com a festa indecente
Exterminando os descrentes.

Nas ruas ficam os fantasmas
E o vento sofre de asma
Os homens dormem nas casas
Os fantasmas nas calçadas.

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