Em cada domingo Deus nos fala através da sua Palavra que nos orienta, encoraja, anima e fortalece.
Meditemos um pouco sobre os trechos de hoje.
Primeira leitura: Ne 8
O trecho da leitura de hoje narra como foi realizada esta primeira e solene celebração da Palavra, pois contém orientações úteis também para as nossas celebrações.
Inicialmente convoca em assembleia sagrada todas as pessoas capazes de entender.
Ninguém falta à convocação, ninguém inventa desculpas para permanecer em casa, a fim de cuidar dos seus afazeres.
Esdras se preocupa com a perfeita organização do encontro, não negligencia nenhum detalhe.
A celebração da Palavra, embora não deva ser marcada por qualquer espécie de fausto ou pompa, precisa de um ambiente de respeito, de recolhimento, de solenidade.
A simples leitura não é suficiente. A palavra de Deus é eficaz só na medida em que é entendida: por isso é preciso que seja interpretada e explicada por meio de uma linguagem simples, compreensível a todos: sábios ou ignorantes, instruídos ou analfabetos.
Segunda leitura: 1Cor 12
O trecho de hoje é a continuação daquele do domingo passado. Para mostrar aos Coríntios que os dons do Espírito não devem conduzir à competição e à rivalidade, e sim à unidade, Paulo introduz uma comparação muito conhecida na antiguidade. Diz: a comunidade é como o corpo do homem; é composta de muitos membros e cada um tem sua respectiva função. Cada parte do corpo é importante; nenhuma pode ser desprezada; nenhuma pode impor-se ou substituir a outra: os ouvidos não foram feitos para ver, nem os olhos para pegar, nem os pés para falar. Cada membro deve estar no seu lugar e desenvolver bem sua função em benefício do organismo.
Evangelho: Lc 1
Durante este ano litúrgico seremos acompanhados pelo Evangelho de Lucas.
Lucas escreve cerda de cinquenta anos depois ocorridos os fatos e, dentre os evangelistas, é o único a afirmar expressamente que não pertence ao grupo daqueles que conheceram pessoalmente o Senhor.
O objetivo da sua obra e dar base sólidas à fé dos cristãos das suas comunidades.
Ninguém pode ser obrigado, por meio de argumentos, a acreditar que Jesus é o Senhor. Todavia, a fé não pode ser trocada por crendices, nem é uma escolha simplória assumida por pessoas ignorantes e desprovidas de provas científicas. Há sólidos motivos para fundamentar a própria adesão a Cristo. Quais são eles? Para entendê-los, responde Lucas, é preciso ler atentamente, paginas após páginas, o seu Evangelho.
Monsenhor José Geraldo Segantin é pároco da Paróquia Santo Antônio
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