Boto-cor-de-rosa


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De todas as espécies de golfinhos de rio, o boto-cor-de-rosa é a maior. Os machos podem medir 2,5 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. As fêmeas, um pouco menores, chegam a 2,2 metros e 150 quilos.

Os botos precisam ser ágeis para se desviar de obstáculos, como troncos caídos na água. E para capturar suas presas. Suas nadadeiras peitorais são grandes. Com elas, fazem movimentos para trás, o que os ajuda a realizar manobras com facilidade.

A cor característica do boto se deve às veias que ficam bem abaixo da pele. A tonalidade varia com a idade e o sexo do animal. Os recém-nascidos e jovens são cinzentos, e os adultos são rosados; a cor dos machos é mais viva que a das fêmeas.

O boto pode viver em grupos pequenos de até quatro animais, mas a maioria vive em pares- em geral, a fêmea e seu filhote. Os cientistas já registraram cerca de cinquenta tipos que podem ser capturados pelo boto como alimento. Além de peixes, entram na dieta dele moluscos e crustáceos.

No Brasil, o boto está presente na vida cotidiana e nas lendas dos povos ribeirinhos. Conta-se que, ao cair da noite, ele sai do rio e se transforma em um rapaz bonito, para namorar as moças.

O boto-cor-de-rosa é uma espécie ameaçada de extinção. Sua carne e seu couro são muito procurados na Amazônia, onde eles continuam sendo caçados. Ainda há pessoas que caçam botos para fazer amuletos com partes de seu corpo, como os olhos.
 

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