De Franca para o Mundo


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Nascida e criada em Franca, Larissa Baq ou LaBaq, como é artisticamente chamada, é com certeza um nome conhecido no meio musical da cidade.  Aos 30 anos, a artista, que se descreve como “cantautora”, por criar e interpretar suas próprias músicas e estilo, vem se tornando cada vez mais, internacionalmente, reconhecida como ícone da música brasileira. Atualmente , mora em São Paulo, mas volta à Franca com frequência para visitar a família. LaBaq é sucesso do pop alternativo brasileiro na Europa, onde já tocou em diversos países, e nos Estados Unidos, onde vai participar de um festival de verão em Nova York, dia 27 de julho. 
Com seu segundo álbum de estúdio, “Lux”, lançado no começo do mês no Brasil, a francana vai tocar no meio do Central Park, divindo o palco com o grupo Cordel de Fogo Encantado, DJ Grace Kelly e Alceu Valença. 
 
Você nasceu e cresceu em Franca. Como é sua relação com a cidade? 
Minha família mora em Franca, então vou às vezes.
 
Como a música entrou na sua vida e quais são suas maiores influências? 
Bem pequena, avô tocando viola. Aos 12 anos, ouvia Nirvana demais, quis fazer aula de guitarra e mamãe me colocou.
Minhas maiores influências vão de Debussy a Milton Nascimento, passando por Mc Kevinho. 
 
Além desse festival de verão em julho em Nova York, você já tocou diversas vezes fora do país. Quais foram as maiores experiências que você teve no exterior? Tem alguma favorita?
Doideira do Brazilian Day Barcelona para 12.000 pessoas. Lotar uma casa no interior da Polônia, tocar em um barco incrível na Suécia, tocar em Portugal e ter gente cantando as músicas comigo. Difícil escolher uma só.
 
Como foi receber o convite para NY? 
A produção do festival nos buscou. Viram um show no ano passado na Europa e foram superfofos. 
 
Como você se sente representando a música nacional no exterior ? 
Não tem muitos artistas com essa possibilidade. Fico feliz com a abertura por lá. Acho que o que eu toco é melhor recebido lá do que aqui, ‘tô’ mais pra um pop alternativo, que por aqui flui em nichos muito específicos e lá fora flui bem mais.  
 
Como descreveria esse pop alternativo e por que acha que é melhor recebido lá do que aqui? 
É algo com as veias do pop, as vezes em temas que falo, as vezes em métricas, melodias e etc, mas misturando linguagens (como eletrônico, por exemplo) e permite uma experimentação maior mesmo, por pegar um nicho de público que tá afim do novo que vier.
 
Nesse festival de julho você vai tocar com o Alceu Valença. Com quais outros artistas você já dividiu o palco?
Maria Gadu, Morcheeba, Rubel, Flávio Venturini, Anavitória, Natalia Tena  
 
Qual foi a melhor experiência que você viveu na sua carreira musical?
Ver as músicas chegarem em milhões de plays no Spotify, ver pessoas cantando comigo nos shows e receber uns convites tipo esse de NY é certamente bem doido.
 
Quais são seus os planos futuros para a música? 
Não deixar ela jamais. Falar de coisas que as pessoas precisam ouvir, ao meu ver. 
 
Tem previsão para músicas novas, lançamentos, outros shows?
Acabei de lançar um álbum novo, Lux, meu segundo trabalho autoral. Encarei a produção musical e foi incrível, bastante intenso também. 
Na sexta-feira, 19, lançamos na Espanha e no dia 3 de maio lançaremos em Portugal, digitalmente, por agora, e no mês que vem já embarco para a tour de lançamento por lá.

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