O secretário que promete a maior Expoagro da história


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Anderson Minamihara, 31 anos, carrega no sobrenome e nos traços os genes de seus ancestrais japoneses. Mas engana-se quem pensa que é um “forasteiro”. Nascido e criado em Franca, estudou em colégios como o Pestalozzi, COC e Pessoa. Ganhou projeção ao assumir o comando da secretária de Desenvolvimento Econômico. Fã de vinhos, esportes, carros e viagens, o discreto secretário promete realizar neste ano a maior e melhor Expoagro da história.
 
O senhor é um cafeicultor de sucesso. Foi convidado para assumir a secretária de Desenvolvimento Econômico no lugar de Flávia Lancha. Quem fez o convite? 
O convite me foi feito pelo prefeito Gilson. Sou produtor rural, administrador e empresário. Historicamente, o cargo foi ocupado por pessoas que pensavam em projeção, mandatos e, por isso, hesitei. Mas, como francano apaixonado, decidi aceitar o convite desse grande ser humano que é o prefeito Gilson. 
 
Dizem que alguns tipos do café que produz alcançam preços estratosféricos. A que preço esta xícara é vendida?
De fato, por ser uma cultura especial, os nossos cafés são bastante valorizados no mercado internacional e aqui no Brasil. Por serem orgânicos, colhidos a mão e cultivados na sombra dos abacateiros, nossos grãos surpreendem. Estamos em restaurantes com estrelas Michelin (os mais exclusivos do mundo) aqui no Brasil e em algumas cafeterias ao redor do mundo, inclusive nos EUA. O preço da xícara corresponde à experiência.
 
Kopi Luwak, o café mais caro do mundo, custa R$ 4 mil o quilo. É produzido na Indonésia e seus grãos são extraídos das fezes do Civeta, uma espécie de gambá. O senhor já provou o tal café? Gostou?
Sim, já provei o Kopi Luwak. Café muito bom, mas o Brasil tem perfis melhores e mais exóticos.
Os desafios no setor público são muito diferentes daqueles do setor privado. O que tem achado da rotina na secretaria? 
A rotina da Secretaria de Desenvolvimento é maravilhosa. Nossa equipe é muito competente e dedicada, o que faz as coisas fluírem. Eventualmente, sinto falta da praticidade com que as coisas acontecem no setor privado, mas o que me satisfaz é ver o impacto das nossas ações para a população. Com uma ação, um projeto, você é capaz de atender milhares de pessoas. Isso não tem preço.
 
Quem acompanha de perto seu trabalho diz que o senhor tem se dedicado muito para fazer uma grande Expoagro. O que o público pode esperar da festa?
A Expoagro é, para todo francano, um patrimônio histórico e cultural. Logo nos meus primeiros meses à frente da pasta, recebi a missão de realizar o 50ª edição. Faremos uma festa à altura. Na parte técnica, o prefeito concordou em investirmos 30% a mais que ano passado. E a festa, vamos fazer a melhor que Franca já viu. Estamos trabalhando para isso. 
 
Além da feira, quais seus maiores projetos à frente da secretaria de Desenvolvimento Econômico?
Uma coisa que aprendi na política é que falar dos nossos grandes projetos pode significar colocá-los em risco. Algumas pessoas, às vezes, parecem torcer para que as coisas deem errado. Acredita? Penso assim: menos ego e mais ação. Franca pode e merece.
 
O Magazine Luiza investiu pesado na criação de um centro de tecnologia na cidade, o Luiza Labs? O senhor acredita que Franca pode ser transformar num polo tecnológico?
Acompanho e admiro muito a iniciativa. Franca é referência em saneamento, tratamento de água, em localização, em fibra óptica e mais. Por tudo, por nosso perfil de cidade, por termos empreendedores como a Dona Luiza e um poder público pensando nisso, seremos um polo tecnológico. Para mim, não é questão de se, mas de quando. 
 
O que é um bom café? E que tipo de café o senhor não toma de jeito nenhum?
Cada variedade, cultivo, pós colheita, torra, trazem características peculiares, harmonizando com cada tipo de alimento. Quanto aos cafés, sendo café de verdade, eu tomo.

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