Prever o futuro sempre foi o desejo do ser humano. Nostradamus, o mais famoso futurólogo, em suas Centuries Astrlogiques fez previsões em linguagens cifradas que ainda povoam o imaginário de muitos. Porém, mais importante que prever o futuro é fazer o futuro, atuando sobre as variáveis que irão influenciar os acontecimentos pelos próximos anos. Assim é de suma importância entender o presente, identificando as variáveis negativas existentes, que irão influenciar o futuro e interferir de maneira profunda. Para que as mesmas sejam modificadas a partir de agora moldando o futuro que queremos para o nosso país.
Na realidade vivemos uma transição dolorosa, pois se aproxima o fim do Estado como o conhecemos, pois esse se exauriu e não consegue mais dar atendimento aos objetivos sociais. Estamos aguardando com ansiedade o surgimento de uma nova forma de organização social que deverá fomentar: em primeiro lugar e acima de tudo o resgate da forma de se educar onde se ensine os direitos e os deveres de modo a formar cidadãos na acepção correta da palavra; o espírito empreendedor; a contribuição dos cidadãos entre si, liberando a criatividade dos indivíduos; flexibilizando as instituições retirando suas amarras; a retirada do Estado de muitas atividades que não são inerentes a ele; que se reduza o tamanho e a burocracia da máquina administrativa que consome a maior parte dos tributos arrecadados; o fortalecimento das organizações comunitárias deixando a sociedade e não mais os governos promover os processos de adaptações as novas realidades; e que cada cidadão tenha orgulho de cuidar do local onde vive, sem atirar lixo nas ruas, sem destruir o patrimônio particular e público, sem atos de vandalismo etc.
Infelizmente estamos muito atrasados nos ajustes indispensáveis que se faz necessário. No caso do Brasil, mantivemos por período extremamente longo políticas contrárias ao desenvolvimento concreto e firme, pois passamos as últimas décadas liderados por políticos governantes que somente trouxeram retórica e propaganda de atos de governo insustentáveis, através de índices não confiáveis, pensando somente na dominação e perpetuação política. Dessa forma o interesse era de fingir educar os cidadãos, mas no fundo impor uma educação atrasada, anacrônica que não ensinou os cidadãos a pensar e formar suas convicções, para que a maioria dos cidadãos não se contrapusesse aos seus desmandos.
O Brasil que queremos é um país onde a Constituição Federal seja redigida com clareza e objetividade, sem a necessidade de interpretações dúbias e políticas. Que os Poderes da República trabalhem de forma independente e harmônica mesmo e não da forma como é hoje. Que a transparência seja total e não apenas de fachada. Enfim o Brasil do futuro será o resultado das ações que exigirmos e realizarmos hoje, o que até agora não passou de promessas eleitorais.
Toninho Menezes
Advogado e Professor Universitário
toninhomenezes16@gmail.com
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